Bartomeu Melià, s.j. (1932-2019). Uma breve biografia

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09 Dezembro 2019

Às 4h30min da madrugada de 06 de dezembro, partiu ao Reino Celestial nosso querido Pa’i Bartomeu Melià, s.j., aos 86 anos de idade, devido a uma insuficiência hepática. O velório ocorreu na Paróquia Cristo Rei e no Centro Cultural de la República El Caildo. O enterro foi no cemitério dos Jesuítas, no Centro de Espiritualidade Santos Mártires, na cidade de Limpio, no Paraguai.

A informação é da Província Jesuíta do Paraguai, 06-12-2019.

Breve biografia

Bartomeu Melià nasceu em 07 de dezembro de 1932, em Porreres (Baleares), Espanha. Entrou na Companhia em 15 de outubro de 1949. Foi ordenado padre em 1964. Já sacerdote, radicou-se no Paraguai, em 1954, onde iniciou seus estudos da língua e cultura guarani, tendo o padre Antonio Guasch como seu primeiro professor.

Em 1969, obteve um doutorado na Universidade de Estrasburgo, com a tese: A criação de uma linguagem cristã nas missões dos guarani no Paraguai, tornando-se discípulo e colaborador de León Cadogan (1899-1973).

Ex-professor de etnologia e de cultura guarani na Universidade Católica de Assunção, foi presidente do Centro de Estudos Antropológicos desta mesma universidade. Diretor das revistas Suplemento Antropológico e de Estudos Paraguaios, até 1976, quando foi obrigado pela ditadura de Stroessner a sair do país depois de repudiar publicamente o massacre sistemático dos Ache-Guayaki.

No Brasil, a partir de 1977, alternou pesquisas científicas com um trabalho de indigenista, primeiramente entre os Enawene-nawé, do Mato Grosso do Sul, de recente contato da selva amazônica, onde foi adotado por uma família deste povo, também no Brasil se relaciona com outros povos indígenas conhecendo e aprendendo suas línguas e culturas.

Depois do fim da ditadura, em 1989, volta ao Paraguai junto com outros jesuítas que haviam sido expulsos. Alternou seus trabalhos de campo entre os guarani, com pesquisas em etno-história e etnolinguística.

Participou ativamente de diversos programas de educação intercultural bilíngue, tanto no Paraguai como na Bolívia, Brasil e Argentina. Recebeu vários prêmios e reconhecimento por sua defesa aos povos guarani da Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai e pela defesa do idioma Guarani.

Escreveu mais de 30 livros e publicou uma incontável quantidade de artigos e pesquisas. Seus trabalhos de pesquisa, cujo legado formará parte da história da Companhia de Jesus, são reconhecidos em todo o mundo.

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