Custo de um filho em São Paulo pode variar 104 vezes, dependendo do bairro

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18 Novembro 2019

Calculadora projeta quanto custa criar um filho do zero aos 23 anos, por rua de SP; em bairro mais caro, valor supera os R$ 5 milhões, já na ponta mais pobre, gasto não chega a R$ 60 mil.

Giuliana Pierri e Luciene Bertolazi estão separadas por apenas 22 quilômetros. Mas não poderiam estar mais distantes. As duas nasceram e moram na cidade de São Paulo, têm diploma de ensino superior e são mães – cada uma com uma criança de 7 anos. As coincidências, no entanto, param por aí.

A reportagem é de Renato Jakitas, publicada por O Estado de S. Paulo, 17-11-2019.

Giuliana tem uma menina, Victoria, e mora na região do Morumbi, na zona sul. Trabalha como influenciadora digital e tem renda mensal de R$ 50 mil. Desembolsa 36% do que ganha – R$ 18 mil – com a filha. Luciene é pedagoga e reside em um bairro próximo a Pirituba, na zona oeste. Sem emprego fixo, faz bicos em escolas infantis, o que lhe rende R$ 1,5 mil por mês. Compromete R$ 500 com o filho Henrique, 33% de seu orçamento atual.

Se nada mudar na vida das duas paulistanas, daqui a 16 anos, quando se espera que Henrique e Victoria terminem a faculdade para ingressar no mercado de trabalho, Luciene terá desembolsado por volta de R$ 60 mil na criação de seu filho, sendo que boa parte desse dinheiro terá ficado no caixa do supermercado. Giuliana, por sua vez, terá investido 83 vezes mais em Victoria, cerca de R$ 5 milhões, alocando esse recurso de forma mais diversificada: 23% em educação, 24% em lazer, 18% em saúde, 7% com roupas e 4% em mesadas.

Giuliana e Luciene ilustram, de forma radical, as diferenças nos gastos com um filho ao longo da vida, dependendo da situação social e de onde se mora em São Paulo. No limite, a diferença pode chegar a até 104 vezes, como mostra a calculadora do custo do filho, ferramenta desenvolvida pela empresa de tecnologia IQ e que está sendo lançada em parceria com o Estadão. “São muitas cidades completamente diferentes dentro da mesma cidade”, diz Antonio Rocha, presidente da IQ.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui

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