Haiti. Se aperta a corda para o presidente Jovenel Moïse

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01 Agosto 2019

O presidente da Câmara de Representantes do Haiti, Gary Bodeau, revelou que a sessão de acusação contra o mandatário Jovenel Moïse se realizará antes da ratificação do Governo. Bodeau apontou que a sessão foi solicitada pelos membros da oposição, que assinaram uma moção apresentada à mesa da Câmara Baixa.

Embora Moïse tenha uma maioria em ambos os ramos do Parlamento, a sessão pode acender alarmes, especialmente devido à tensa situação política no país e à multiplicação das demandas por renúncia do presidente.

A reportagem é publicada por Resúmen Latinoamericano, 30-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

No início de junho, cerca de 20 deputados enviaram uma missiva ao legislador instando-o a apresentar uma acusação contra o chefe de Estado, por suposta fraude de fundos públicos.

A denúncia sucedeu a divulgação de um informe do Tribunal de Contas que implica a vários ex-funcionários governamentais e diretores de empresas, relacionados com contratações de projetos incompletos ou que nunca se realizaram.

Embora Moïse tenha uma maioria em ambos os ramos do Parlamento, a sessão pode acender alarmes, especialmente devido à tensa situação política no país e à multiplicação das demandas por renúncia do presidente.

A reunião, ademais, estenderia a ratificação do novo Governo, composto por ministros com pouca experiência na arena política, e adiaria a implementação de medidas urgentes para superar a atual recessão econômica.

Já o chefe de Estado alertou sobre a necessidade de aprovar o novo ministério que liberará o orçamento, assim como os milhões de dólares em fundos internacionais para apoiar a população.

No entanto, a oposição insiste que o primeiro passo para melhorar a vida de milhões de cidadãos é a renúncia do governante e o estabelecimento de um governo de transição, bem como a realização de uma Conferência Nacional.

O Fórum Econômico do Setor Privado, sem falar em renúncia, apresentou o Marco de intercâmbio para uma saída da crise, um instrumento que alguns interpretam como uma proposta pós-Jovenel.

Seus autores, que incluem atores políticos, econômicos e sociais, mas sem representação do governo, ressaltaram que o país "não é governado desde os tumultos de 6, 7 e 8 de julho de 2018", quando centenas de manifestantes atacaram instituições privadas e públicas devido ao aumento dos preços dos combustíveis.

Salientaram que a situação atual agrava o sofrimento dos mais vulneráveis, que enfrentam a pobreza e a guerra de gangues em território nacional, sem que as autoridades possam controlá-los.

O panorama atual aperta mais a corda ao presidente Jovenel Moïse, que perde aliados, embora ainda tenha o apoio polêmico da comunidade internacional, especialmente do governo dos EUA.

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