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16 Julho 2019

Gustavo Gindre

Deixa ver se entendi.

O procurador federal, que fazia o papel da acusação na Lava-Jato, pediu R$ 38 mil ao juiz deste caso para usar numa campanha de mídia. É isso mesmo?????

Tudo bem que o Brasil é uma esculhambação, mas isso aí já ultrapassou qualquer limite. Virou filme norte-americano sobre uma república de bananas no Caribe.

 

Gustavo Gindre

A classe média acha bacana dizer que o Brasil não tem partidos sérios, que isso aqui é uma zona. Aí vem a Tabata Amaral e as pessoas passam a achar um absurdo um partido cobrar coerência com a decisão unanime de sua convenção.

A classe média acha chic esse negócio de meio ambiente, sacola de plástico reciclável e tomar banho rapidinho. Aí colocam para ministro do meio ambiente um sujeito que defende desmatamento e acha que o aquecimento global é uma mentira. E tudo bem.

Nossa classe média adora ver série de TV dos Estados Unidos sobre julgamentos e fala que lá o importante é a lei. Aí, em relação ao Moro, foda-se a lei, O que vale é prender o Lula.

A classe média acha um escândalo comprar voto de deputado. Aí o Bolsonaro libera bilhões em suborno de deputados para votar a previdência e ninguém fala nada.

A classe média moralista é uma merda!!!!!

 

Alexandre Araújo Costa

#Faceapp da Terra para daqui a 40 anos é algo assim:

- planeta 1,5°C mais quente do que hoje (2,5°C mais do que o período pré-industrial)
- Ártico sem gelo marinho no verão
- Oceanos com uma tonelada de plástico para cada tonelada de peixe
- Extinção de uma em cada 10 espécies
- Perda extra de área do tamanho da Índia em florestas tropicais (principalmente Brasil+Indonésia)
- Maior parte dos corais perdidos irreversivelmente
- Ártico e Oceano Sul subsaturados com respeito à aragonita (inabitáveis p moluscos e vários seres da base da cadeia alimentar)
- Aumento de 257% nas mortes associadas a ondas de calor extremas
- Pelo menos 140 milhões de refugiados climáticos

 

Faustino Teixeira

A Flip e o fascismo
Mediocridade procede ao desmonte de conquistas

EDIÇÃO IMPRESSA - FSP, 16/07/2019

Renato Janine Ribeiro

Vários amigos, embora tenham horror ao atual governo, não se preocupam muito: pensam que em quatro anos as eleições o substituirão. Alguns acrescentam que o Brasil assim aprenderá melhor o valor da democracia.

De minha parte, entendo que eles subestimam a destruição do tecido social e político, a liquidação da vida inteligente e da vida mesma, que está sendo efetuada prioritariamente nas áreas da educação e do meio ambiente.

Debate-se muito o que é fascismo. Porém alguns pontos são fundamentais nesse regime, talvez o mais antidemocrático de todos, que não é apenas um exemplo de autoritarismo.

Primeiro, o fascismo conta com ativo apoio popular. Tivemos uma longa ditadura militar, mas com sustentação popular provavelmente minoritária e seguramente passiva. Mesmo no auge de sua popularidade — o período do “milagre”, somando general Médici, tortura e censura, tricampeonato de futebol e crescimento econômico — não houve movimentos paramilitares ou massas populares saindo às ruas para atacar fisicamente os adversários do regime.

Hoje, há.

Daí, segundo, a banalização da violência. Elas deixam de ser, na frase de Max Weber, monopólio do Estado, por meio da polícia e das Forças Armadas: os próprios cidadãos, desde que favoráveis ao governo, sentem-se autorizados a partir para a porrada.

O ataque à barca em que estava Glenn Greenwald em Paraty é exemplo vivo disso.

O que distingue o fascismo das outras formas de direita é ter uma militância radicalizada, ou seja, massas que banalizam o recurso à violência. O fascismo já estava no ar uns anos atrás quando um pai, andando abraçado com o filho adolescente, foi agredido na rua por canalhas que pensavam tratar-se de um casal homossexual.

Terceiro: essa violência é usada não só contra adversários do regime — a oposição política — mas também contra quem o regime odeia. Não foca apenas quem não gosta do governo. Mira aqueles de quem o governo não gosta. No nazismo, eram judeus, homossexuais, ciganos, eslavos, autistas. No Brasil, hoje, são sobretudo os LGBTs e a esquerda, porém é fácil juntar, a eles, outros grupos que despertem o ódio dos que se gabam de sua ignorância (“fritar hambúrguer” é um bom exemplo, até porque hambúrguer não se frita, se faz na chapa).

Quarto: o ódio a tudo o que seja inteligência, ciência, cultura, arte. Em suma, o ódio à criação. Não é fortuito que Hitler, que quis ser pintor, tivesse um gosto estético tosco, e que o nazismo perseguisse, como “degenerada”, a melhor arte da época. É verdade que os semifascistas Ezra Pound e Céline brilham no firmamento da cultura do século 20 — mas são agulha no palheiro.

Antonio Candido uma vez escreveu um manifesto dos docentes da USP criticando a “mediocridade irrequieta” que comandava a universidade. Um colega discordou: a mediocridade nunca é irrequieta! Mas Candido tinha razão. A mediocridade procede hoje, sem pudor, ao desmonte de nossas conquistas não só políticas e sociais, mas culturais e ambientais.

A irracionalidade vai a ponto de algumas dezenas de paratienses tentarem sabotar a Flip, que dá projeção e dinheiro para a cidade. Essa é uma metáfora de um país que namora o suicídio.

Salvemos a vida, salvemos a vida inteligente! Construamos alternativas e alianças para enfrentar essas ameaças. Não temos tempo de sobra.

Renato Janine Ribeiro
Ex-ministro da Educação (2015, governo Dilma), professor titular de ética e filosofia política da USP e professor visitante da Unifesp

 

Adriano Pilatti

Vamos acabar com tudo isso daí, tá ok? Vamos acabar com as florestas, com os parques nacionais e as reservas ambientais. Vamos acabar com as terras indígenas, os quilombos, os terreiros de umbanda e candomblé. Vamos acabar com as universidades, os museus, o teatro, o cinema, a filosofia e a sociologia, vamos acabar de vez com essa história de história. Vamos acabar com a arte, com a pesquisa, vamos acabar com a gramática. Vamos acabar com o samba, o carnaval, o funk - e com esses tais de rap e hip hop, vamos acabar muito com esses daí.

Vamos destruir tudo isso daí. Vamos destruir os rios, vamos destruir a delicadeza, vamos destruir a poesia. Vamos destruir as liberdades democráticas, as leis de trânsito e a vigilância sanitária, vamos destruir o censo demográfico. Vamos destruir os comunistas, os socialistas, os anarquistas e também os imparciais, os diferentes e os indiferentes. Vamos destruir os gays, as lésbicas e os trans - menos os transgênicos, tá ok?

E tem mais: vamos condenar os jovens à pobreza e à ignorância, depois vamos trancafiar esses vagabundos em prisões, ou melhor, vamos matar, tá ok? Vamos condenar os idosos à humilhação, os doentes à agonia, as crianças ao trabalho e à superstição, não adianta virem com mimimi. Vamos encher de armas os violentos, vamos encher de veneno os alimentos, vamos encher de religião o Estado - vamos encher terrivelmente, tá ok?

Vamos ser nós mesmos sem frescura, tá ok? Vamos ser toscos, truculentos, vamos ser cada vez mais sem noção. Vamos ser misóginos, homofóbicos, racistas, humanofóbicos se preciso for, pelo bem deste nosso Brasil. Vamos defender a família, vamos empregar todo mundo, mas vamos continuar com a rachadinha, tá ok?

Quando cumprirmos nossa missão, vamos assobiar o Hino Nacional e o Hino Americano (muito complicados pra cantar, tá ok?), vamos pagar dez flexões de pescoço e depois, com o orgulho do dever cumprido, vamos dar terríveis hurras à nossa própria estupidez. Pois foi para isso que o nosso povo nos elegeu, tá ok?

 

Caio Almendra

Então fica assim:

Cobrar taxa de preservação ambiental sobre turistas que vão a Fernando de Noronha é roubo.

Cobrar mensalidade de pessoas que querem estudar em universidades públicas é correto.

A impressão que eu tenho é que é chamado de "roubo" tudo que se cobra dos mais ricos e de "preço", já que "não existe almoço grátis", de tudo que é cobrado dos pobres e classe média.

 

Gustavo Gindre

Eu defendi a Tábata Amaral por vários motivos.

Sempre esteve claro que ela não é de esquerda, mas social-liberal. Ou seja, nunca depositei nela esperanças além de eventuais alianças pontuais.

Ela sempre deixou claro que votaria a favor da reforma. Ou seja, jogou aberto.

Acho errado ficar fulanizando um debate que é bem mais amplo.

Mas a Tábata escreveu hoje na Folha de São Paulo, expondo um posicionamento político e aí eu acho que o debate se faz necessário.

A Tábata deixou claro que expressa uma visão "moderna" (sic) que acha partidos políticos uma coisa anacrônica e totalitária. Esse negócio de fazer debate interno, disputar posições em encontros partidários e respeitar a decisão da maioria é coisa do passado. Os partidos deveriam entender que os deputados podem simplesmente ignorar a decisão partidária por conta de sua afiliação a corpos estranhos e externos aos partidos. E que fazer respeitar a decisão da maioria seria uma forma de totalitarismo.

Até aqui eu discordava, mas tinha respeito por ela. Mas não dá para respeitar essa visão de política. A Tábata representa um grupo de grandes empresários que construiu uma bancada transversal aos partidos. E ela acha que os partidos devem simplesmente aceitar o fato de que, havendo conflito entre a posição do partido ao qual ela se filiou e a do grupo de empresários que bancou sua candidatura, prevaleça a posição do grupo de empresários.

Independente do conteúdo do tema em debate, a forma do encaminhamento proposto pela Tábata vai no sentido de uma privatização ainda maior da política e do fim definitivo dos partidos políticos.

E isso é inaceitável!!!!!

 

Gustavo Gindre

Em 1992 a China era uma potência emergente, mas ainda longe do gigante que se tornou. Naquele ano os chineses começaram a divulgar índices trimestrais de crescimento.

Desde então, a China nunca cresceu tão pouco quanto no primeiro trimestre de 2019.

No auge do lulismo a China crescia 14,5% ao ano. Neste último trimestre cresceu 6,2%.

Para a economia brasileira nada podia ser pior do que isso. E 2020 promete ser ainda pior...

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