Papa Francisco: o Espírito torna ‘dinamite’ a palavra humana

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30 Mai 2019

O Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequese dedicado aos Atos dos Apóstolos, na audiência geral da quarta-feira, explicando que "quando o Espírito visita a palavra humana, esta se torna dinâmica, como "dinamite", isto é, capaz de acender os corações e explodir padrões, resistências e muros de divisão, abrindo novos caminhos e expandindo as fronteiras do povo de Deus".

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 29-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

"Este livro bíblico, escrito por São Lucas Evangelista, nos fala sobre a viagem do Evangelho no mundo e nos mostra a maravilhosa união entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo que inaugura o tempo da evangelização", disse o papa, que na quarta-feira passada concluiu um ciclo sobre o Pai Nosso.

No próximo dia 9 de junho, Domingo de Pentecostes, a data que celebra a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus, Francisco celebrará a missa na Praça de São Pedro.

A Palavra de Deus, disse o Papa Francisco em sua catequese, "corre, é dinâmica, irriga toda terreno em que cai. E qual é a sua força? São Lucas nos diz que a palavra humana se torna eficaz não graças à retórica, que é a arte do bem falar, mas graças ao Espírito Santo, que é a ‘dýnamis’ de Deus, a dinâmica de Deus, a sua força, que tem o poder de purificar a palavra, torná-la portadora de vida. Por exemplo, na Bíblia existem histórias humanas, mas qual é a diferença entre a Bíblia e um livro de história? Que as palavras da Bíblia são tiradas do Espírito Santo, o que dá uma força diferente, e nessa palavra há uma semente de santidade e de vida".

"Quando o Espírito visita a palavra humana - ressaltou o Pontífice - torna-se dinâmica, como ‘dinamite’, capaz de acender os corações e fazer explodir padrões, resistências e muros de divisão, abrindo novos caminhos e ampliando as fronteiras do povo de Deus. Aquele que dá sonoridade vibrante e incisividade à nossa palavra humana tão frágil, capaz inclusive de mentir e fugir de suas responsabilidades, é somente o Espírito Santo, através do qual o Filho de Deus foi gerado; o Espírito que o ungiu e sustentou na missão; o Espírito graças ao qual ele escolheu os seus apóstolos e garantiu ao seu anúncio a perseverança e a fecundidade, como também as garante hoje ao nosso”.

Jesus ressuscitado, prosseguiu o Papa, "realiza gestos muito humanos, como compartilhar a refeição com os seus, e os convida a aguardar com confiança o cumprimento da promessa do Pai: ‘vocês serão batizados no Espírito Santo’”, um batismo que dá "o dom da parrésia, a coragem, a capacidade de pronunciar uma palavra ‘como filhos de Deus’, não só como homens: uma palavra límpida, livre, eficaz, cheia de amor por Cristo e pelos irmãos. Portanto, não é preciso lutar para ganhar ou merecer o dom de Deus. Tudo é dado gratuitamente e no devido tempo. A salvação - disse Jorge Mario Bergoglio - não se compra, não se paga, é um dom gratuito. Diante da ânsia de saber antecipadamente o tempo em que ocorrerão os eventos por ele anunciados", novamente, Jesus "convida seu povo a não viver com ânsia o presente, mas a fazer uma aliança com o tempo, saber esperar o desdobramento de uma história sagrada que não foi interrompida mas que avança, saber esperar os ‘passos’ de Deus, que é Senhor do tempo e do espaço. O Ressuscitado convida o seu povo a não ‘fabricar’ por si a missão, mas para esperar que seja o Pai a dinamizar seus corações com o seu Espírito".

Uma espera de que os apóstolos vivem "orando com perseverança, como se não fossem muitos, mas um só. Orando em unidade e com perseverança. De fato, é com a oração que se supera a solidão, a tentação, a desconfiança e se abre o coração à comunhão. A presença das mulheres e de Maria, mãe de Jesus, intensifica essa experiência: elas foram as primeiras a aprender com o Mestre a testemunhar a fidelidade do amor e a força da comunhão que supera todo temor".

"Peçamos nós também ao Senhor - concluiu o Papa - a paciência para esperar os seus passos, sem que queiramos "fabricar” a sua obra e permanecer dóceis orando, invocando o Espírito e cultivando a arte da comunhão eclesial".

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