Trabalhador resgatado do trabalho escravo relata abusos a que foi submetido em carvoarias e plantações

Mais Lidos

  • O celibato de Jesus: “O que o Papa disse me deixou com um enorme desacordo”. Artigo de Eduardo de la Serna

    LER MAIS
  • Os ataques aéreos permitidos contra alvos não militares e o uso de um sistema de inteligência artificial permitido ao exército israelense levam a cabo sua guerra mais mortífera em Gaza, revela uma investigação de +972 e Local Call

    Uma fábrica de assassinatos em massa

    LER MAIS
  • A nova extrema-direita e sua atração pela Bíblia e pelas religiões

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

16 Mai 2019

No Brasil, o Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Para conscientizar autoridades e a população sobre o problema, o projeto ‘Escravo, nem pensar!’ implementado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), divulga um vídeo com o relato de um sobrevivente do trabalho escravo.

A reportagem é publicada por ONU Brasil, 15-05-2019.

No Brasil, o Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. De acordo com o Observatório Digital do Trabalho Escravo, desenvolvido e mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 22% dos sobreviventes dessa forma de exploração são maranhenses, sendo muitos deles migrantes que deixam suas comunidades em busca de emprego em outras partes do país.

Em vídeo divulgado pelo projeto ‘Escravo, nem pensar!’, implementado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a OIT e o MPT, um trabalhador resgatado da condição análoga a de escravo detalha as violações de direitos a que foi submetido em carvoarias e plantações.

O relato lança luz sobre os diferentes aspectos do trabalho análogo ao de escravo, como as restrições à possibilidade de deixar o local de ocupação e as circunstâncias precárias dos espaços e atividades produtivos. O depoimento também revela técnicas usadas por aliciadores, que muitas vezes oferecem abrigo e comida para, mais tarde, cobrar dívidas dos empregados, sob a forma de dias de trabalho.

O Brasil ratificou as Convenções da OIT nº 29 (Convenção sobre Trabalho Forçado) e nº 105 (Convenção sobre a Abolição do Trabalho Forçado) e, com isso, passa a ter o compromisso de erradicar esta forma de trabalho. O Artigo 149 do Código Penal brasileiro prevê a criminalização do trabalho escravo e define o trabalho análogo ao de escravo quando há condições degradantes de trabalho; jornadas exaustivas, com danos para a saúde e risco de vida; trabalho forçado por meio, por exemplo, de ameaças e isolamento geográfico; e servidão por dívida. Esses elementos podem estar combinados ou não para determinar se uma situação envolve formas contemporâneas de escravidão.

A exploração de um trabalhador escravo não se resume apenas à ausência de liberdade, mas também envolve práticas que ferem a dignidade do indivíduo.

“Eu pensei que não existisse trabalho escravo”, conta o sobrevivente no vídeo, mantido em anonimato por questões de segurança. “A maioria que não escapa está debaixo do chão.”

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Trabalhador resgatado do trabalho escravo relata abusos a que foi submetido em carvoarias e plantações - Instituto Humanitas Unisinos - IHU