Kristeva: a experiência do perdão

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20 Julho 2018

Julia Kristeva, La Notte della giustizia all’alba del perdono
(A noite da justiça no alvorecer do perdão - tradução livre -,
Tradução e introdução de Cristiana Dobner, EDB,
Bolonha 2018, pp. 64,
€ 7,00.
Revisão publicada em Mangialibri.

O dia da expiação - o décimo dia do sétimo mês, de acordo com o que é descrito em uma passagem específica do livro do Levítico - é chamado de dia do grande perdão. A experiência judaica do perdão é uma considerável e única tomada de consciência do lugar do homem dentro do judaísmo: de fato, não se trata de uma mera experiência pessoal, mas sim de uma espécie de ressurreição no seio de toda a comunidade do povo de Israel, um retorno ao ser que implica em condições mais que precisas: é preciso pedir perdão a quem foi ofendido, prejudicado ou ferido, ele deve aceitar o pedido e perdoar, ou seja, perdoar a ofensa, a lesão ou a ferida com uma palavra que a apazigúe e que também apazigúe quem veio pedir perdão. Só então Deus poderá perdoar por sua vez.

O comentário é de Gabriele Ottaviani, publicado por Settiana News, 13-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Essas condições não são fáceis de serem atendidas, como, aliás, não o são nem o perdão, nem uma promessa, ligados pelo fato que modificam o tempo, e também investigados por Hannah Arendt, que nos últimos estágios de sua análise também retoma o criticismo kantiano...

Julia Kristeva é uma estudiosa de origem búlgara, mas de língua francesa, pois emigrou para a terra de Voltaire depois de ter nascido em Silven, em 1941. Nesse rápido, mas denso livro, repletos de sugestões para reflexão e caracterizado por um aparato crítico significativo, analisa muitos temas, refletindo sobre a Bíblia e a teologia, também através das ferramentas da linguística e da psicanálise - por ocasião de uma conferência em homenagem a Vladimir Jankélévitch, filósofo desaparecido há trinta e três anos que ensinou tanto em Praga como na França, nascido de uma família de judeus russos, que foi um dos poucos professores a participar dos Movimentos do Maio francês de 1968 e criador da filosofia do instante de inspiração bergsoniana. Esses temas giram todos em torno da civilização e dos seus males, da crise política, do crescimento do populismo, da afirmação de cultos identitários (um risco que se pensava finalmente superado, especialmente depois do Holocausto) e da tensão para a morte que envolve muitos jovens, atraídos pela radicalização, descrevendo assim completamente o espírito do nosso atormentado tempo.

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