Awa Guarani – Terra Roxa e Guaíra: racismo, preconceito e extermínio

Foto: Racismo Ambiental

Mais Lidos

  • Quando a cristandade se torna irrelevante, o cristão volta a ser sal. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS
  • Guerra, mineração e algoritmos: as engrenagens da desigualdade. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Janeiro 2018

A luta dos Awa Guarani no extremo oeste do Paraná é uma peleja de vida ou morte, sua demanda por um naco de terra suficiente para sua manutenção e vivência enquanto povo vem de décadas, enquanto isso não ocorre por desídia e cumplicidade do Estado brasileiro, perecem, morrem de doenças, fome, suicídio.

A informação é de Dr. Marcelo Chalréo e Diego Pelizzari, publicada por CEBs do Brasil, 24-01-2018.

Confinados em minúsculos pedaços de terra, amargam toda sorte de preconceito e racismo por parte de membros das elites locais que os querem, quando querem, como mão de obra barata que se pode usar, moer e jogar fora. Não têm acesso a bens e serviços públicos, e, quando conseguem, são atendidos como gente de terceira ou quarta categoria.

Tratados com desprezo e invisibilizados há décadas e décadas, resistiram à grilagem de terras públicas decorrente dos loteamentos criminosos dos anos 40, 50 e 60 perpetrados pelos governos do Paraná no século passado, à megalomania de Itaipu – binacional, ao agronegócio que tudo devasta, destrói e engole.

Mas mesmo diante de toda essa devastação que os devassa enquanto gente e povo, resistiram e resistem ante o irretorquível direito de um lugar ao sol ; contando com o apoio de poucos e poucas, o desmantelamento dos órgãos do Estado responsáveis pelas políticas indigenistas, demandam e têm milenar e secular direito, como direito natural, inscrito desde sempre em todos os códigos dos direitos dos homens e das mulheres, à demarcação dos seus ancestrais territórios, como espaço de vida e bem viver, pois sem isso não são e jamais serão Awa Guarani.

Leia mais