Jovens assassinados. Proteção passa por educação e estrutura, diz Unicef

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11 Outubro 2017

Para reduzir os altos índices de homicídios e salvar vidas, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomenda iniciativas multissetoriais a partir de quatro grandes eixos.

O artigo é de Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, publicado por O Estado de S. Paulo, 11-10-2017.

O primeiro é o investimento em educação, garantindo que todos estejam na escola. A resposta ao abandono escolar deve fazer parte das estratégias de prevenção de homicídios, estabelecendo mecanismos para inclusão escolar, prevenir o abandono e tornar as escolas mais interessantes e adequadas às necessidades dos adolescentes.

O segundo é melhorar a infraestrutura pública e os serviços públicos nas comunidades e periferias. Na maioria dos casos, os adolescentes mortos viviam em bairros com infraestrutura e serviços precários.

O terceiro é cuidar e proteger famílias e amigos de adolescentes mortos e aqueles sob risco de homicídio. É necessário elaborar mapas de risco, protocolos integrados e organizar equipes interdisciplinares para apoiar essas famílias - em especial as mães - e os adolescentes.

O quarto eixo é estabelecer políticas voltadas à formação de policiais, à investigação de todos os homicídios e ao monitoramento da circulação de armas. Grande parte dos homicídios de adolescentes não chega a ser investigado ou à fase de responsabilização. É importante estabelecer procedimentos eficazes e transparentes de investigação que quebrem o ciclo de impunidade e adotar normas claras de abordagem para prevenir situações de violência policial.

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