“Sinto-me o cardeal de Romero. Ele é um ícone da Igreja”, afirma novo purpurado de El Salvador

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27 Junho 2017

“Hoje, há um novo oxigênio que dá esperança, uma nova forma de evangelização. Estamos em um momento maravilhoso da Igreja, o papa quer que seja irreversível. Podemos nos perguntar para que lado vai essa corrente, mas ninguém pode pará-la. Francisco é o novo João XXIII. Estamos em um momento incrível da Igreja. Devemos nos alegrar e caminhar”. A afirmação é do bispo auxiliar da Arquidiocese de San Salvador, Dom Gregorio Rosa Chávez, convidado do programa Il Diario di Papa Francesco, no canal Tv2000. Dom Chávez é um dos cinco novos cardeais nomeados pelo Papa Francisco, que receberão a púrpura no dia 28 de junho.

A reportagem é do sítio Tv2000, 26-06-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na juventude, Dom Chávez era amigo e colaborador de Dom Oscar Romero, o arcebispo de San Salvador morto em 1980 enquanto celebrava a missa, proclamado bem-aventurado no dia 23 de maio de 2015.

Oscar Romero – acrescentou Dom Chávez – é um ícone, o pastor de que a Igreja precisa hoje. O papa se sente muito bem e próximo de Romero, que é a expressão concreta de esperança da Igreja. A Igreja de Romero também era a Igreja pobre para os pobres, como quer ser a de Francisco. Ele queria ser um homem livre diante de qualquer tipo de poder. Um homem livre que buscava apenas servir ao Espírito Santo, e isso lhe custou a vida. Por isso, é um homem que ilumina o mundo de hoje, comunica esperança e oferece um modelo de como viver o Evangelho.”

Romero – disse Dom Chávez – foi atacado durante a sua vida com muitas calúnias e mentiras. Tentaram apagar a sua memória. Muitas pessoas simples foram contaminadas pelas calúnias contra Romero. Quando nasceu a minha nomeação, as pessoas entenderam que era Romero. E todos começaram a ir na mesma direção, e por trás disso está Romero. Eu me sinto o cardeal de Romero; veremos como depois, quando o papa me disser por que tomou essa decisão.”

“Caminhar todos os dias na paróquia – concluiu Dom Chávez – com as pessoas pobres e viver o drama humano com os problemas do álcool, da droga, junto com os membros de gangues de assassinos foi uma graça para mim. Depois da minha nomeação, vai ficar tudo igual, vai mudar apenas a cor do solidéu. Haverá novos desafios, mas eu sempre vou ficar com as mesmas pessoas, vou caminhar com elas.”

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