Equador. Tribunal aprova consulta popular sobre paraísos fiscais

Mais Lidos

  • “Qual é o papel da ciência nas decisões públicas ou qual deve ser esse papel?”, questiona o sociólogo

    Ciência e política em disputa no novo regime climático. Interfaces entre conhecimento e realidade. Entrevista especial com Jean Carlos Hochsprung Miguel

    LER MAIS
  • Prêmio Nobel da Paz para as Crianças de Gaza: Um prêmio para todas as crianças em guerra

    LER MAIS
  • Sociólogo do trabalho, Ruy Braga analisa a reconfiguração do trabalho precário e a opressão racial no Brasil em videoconferência ministrada hoje, às 17h30min. Evento é promovido pelo IHU

    O trabalhador precarizado no Brasil tem cor, origem e aparência

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: João Flores da Cunha | 22 Novembro 2016

A corte constitucional do Equador deu parecer favorável à realização de uma consulta popular no país sobre paraísos fiscais. A iniciativa do presidente Rafael Correa busca impedir que pessoas que têm recursos em países que operam como paraísos fiscais exerçam cargos no setor público equatoriano. A decisão foi anunciada no dia 18-11.

O tribunal considerou que a pergunta proposta por Correa é constitucional. Os equatorianos irão responder se “est[ão] de acordo que, para desempenhar uma função de eleição popular ou para ser servidor público, se estabeleça como proibição ter bens ou capitais, de qualquer natureza, em paraísos fiscais?”. A consulta deve ser realizada junto com as eleições presidenciais, em fevereiro de 2017.

A iniciativa está sendo tratada pelo governo como “Pacto ético já”. Se aprovada, futuros candidatos à presidência, por exemplo, precisariam demonstrar que não têm recursos em paraísos fiscais para se candidatar.

Segundo dados do governo, apenas entre 2014 e 2015, o Equador perdeu 3,4 bilhões de dólares para os paraísos fiscais – quantia que seria suficiente para pagar os danos causados pelo terremoto que atingiu o país em abril, de acordo com Correa.

Se a população aprovar a iniciativa de Correa, inicia-se um período de transição de um ano em que leis do país devem ser alteradas e em que os servidores públicos devem se desfazer de dinheiros e bens localizados em paraísos fiscais. Basta a metade mais um dos votos para que a iniciativa seja aprovada. 12,8 milhões de equatorianos estão habilitados a votar.

Leia mais: