Mostra na UFRGS apresenta filmes feitos por indígenas ou que abordem a temática

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19 Setembro 2016

Corumbiara / Divulgação

Com a intenção de divulgar a pluralidade das culturas indígenas e levando em conta a falta de representatividade desses povos na cultura e na mídia, o Núcleo de Antropologia de Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT), que faz parte do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) da UFRGS, em parceria com a Sala Redenção, criaram a Mostra Tela Indígena. Desde julho, estudantes e público externo podem conferir, em sessões gratuitas, curtas e longas feitos por indígenas ou que tratem dessa temática.

A informação foi publicada por Sul21, 18-09-2016.

Além das exibições, a programação conta com a presença de antropólogos, diretores dos filmes e especialistas, e convidados indígenas, para uma aproximação cultural ainda maior, por meio de debates pós-sessão. O objetivo é perceber e refletir sobre a diversidade dos 246 povos no Brasil, que falam mais de 150 línguas. “O audiovisual aqui está transformado em uma ferramenta de diálogo entre essas experiências de vida, uma ponte entre espectador e os outros modos de perceber o mundo que esses povos têm”, afirma o NIT.

A Mostra traz um filme por mês à Sala Redenção, no Campus Central da UFRGS. Já foram exibidos os filmes “Dias de Luta” e “TAVA, casa de pedra”, em julho; “Sentindo o outro lado” e “A mata é que mostra nossa comida”, "em agosto”; e “Xapiri”, na última quarta-feira (14). A próxima sessão acontece no dia 26 de outubro, com o longa “Corumbiara”, e em novembro e dezembro serão apresentados “Ete Londres – Londres como uma aldeia”, “As Hipermulheres” e “Hotxuá”. As sessões acontecem sempre a partir das 19h.

Corumbiara

O próximo filme a ser exibido é o premiado documentário “Corumbiara”, dirigido por Vincent Carelli e realizado pelo Vídeo nas Aldeias. O longa retrata o massacre de índios na gleba Corumbiara, ao sul de Rondônia, que teria sido praticado por fazendeiros de gado da região, os quais não queriam que suas terras fossem demarcadas pela Funai, pois isso impediria sua exploração comercial.

Leiloada durante o governo militar, a gleba é o cenário do massacre, em 1985. As tentativas de apagar os rastros do crime foram constatadas por Carelli e pelo indigenista Marcelo Santos ainda na época, e o caso acabou caindo no ostracismo. Dez anos depois, o encontro de dois índios desconhecidos em uma fazenda oferece a primeira oportunidade de retomar o fio da história e revelar a continuidade dos crimes contra os povos indígenas.

Entre outros prêmios, o filme recebeu Menção Honrosa no É tudo verdade – 14º Festival Internacional de Documentário, São Paulo; Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popuar no IV Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo; Prêmio de Melhor Documentário no 19º Festival Présence autochtone – Muestra de cine y video indígena de Montréal, Montreal/Canadá; Grande Prêmio Cora Coralina no XI FICA – Festiva Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, Goiás; e Prêmio de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Filme do Júri popular no 37º Festival de Cinema de Gramado.

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