Vigário apostólico de Aleppo, na Síria: “Recusa do Reino Unido a três mil crianças? Não à indiferença”

Mais Lidos

  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Lula em reunião do G-7: "Eu nunca fui de esquerda"

    LER MAIS
  • O cardeal Camillo Ruini, teólogo anticomunista que liderou a Conferência Episcopal Italiana durante a era Berlusconi, faleceu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Abril 2016

“Temos tantas crianças sozinhas que merecem maior atenção humana. Ante tanto sofrimento como se faz para ser tão indiferente?”.

A pergunta é do Vigário Apostólico de Aleppo, Síria, Georges Abou Khazen, no programa ‘Diário do Papa Francisco’ apresentado pela TV 2000, no dia 27-04-2016, comentando a recusa da Grã Bretanha de dar acolhida a três mil crianças sírias que ficaram sozinhas em Calais, na França, e em outros campos de refugiados na Europa. A tradução é de Benno Dischinger

Eis o comentário.

Aleppo – sublinhou o Vigário Apostólico – não é mais a capital cristã da Síria. Por causa das contínuas emigrações no momento há mais cristãos em Damasco. As guerras e os bombardeios sobre quarteirões dos civis produziram destruição e mortes”.

“Os cristãos – acrescentou o Vigário Apostólico de Aleppo – estão dando também testemunho de fé, esperança e caridade acolhendo um grande número de refugiaddos dos outros quarteirões que não são cristãos. Graças a Deus, estão descobrindo em nós a face caritativa e bela da Igreja”.

“Há tantos samaritanos na Síria, cristãos e não cristãos, - prosseguiu o Vigário Apostólico – e isto nos consola. E vendo-os nos dá muita força. Na comunidade cristã há muito mais compartilhamento do necessário: aquele pouco que têm o estão compartilhando. Estamos pedindo às famílias, que deixam as casas e o País, as chaves de suas habitações. Alguns já nos deixaram as chaves do próprio apartamento com tudo arrumado. Isto nos permitiu hospedar as outras famílias em fuga”.