Delfim Netto critica uso de juro para controlar inflação

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • O Sínodo apela a "uma mudança paradigmática na forma como a Igreja aborda as questões doutrinais, pastorais e éticas mais difíceis", como as que dizem respeito aos fiéis LGBTQIA+

    LER MAIS
  • “Ameaçando muitos católicos” — Trump difama o Papa Leão XIV 48 horas antes de reunião com Rubio

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Novembro 2014

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto criticou a política econômica colocada em prática pelo governo que atribui única e exclusivamente à política monetária a responsabilidade de controlar a inflação. Segundo o economista, não adianta o governo falar que deseja manter a inflação sob controle se não promove uma política fiscal razoável. "Não adianta falar em inflação baixa se não for feita uma boa política fiscal, que é a mãe de todas as demais políticas econômicas", disse Delfim

A reportagem é de Francisco Carlos de Assis e Ricardo Leopoldo, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 08-11-2014.

"O grande problema é garantir que o sistema funcione mais ou menos harmonicamente, com uma taxa de inflação baixa, relativamente estável e sem nenhum déficit externo muito significativo", disse o ex-ministro ao proferir palestra durante o Encontro de Política Fiscal 2014, organizado em São Paulo pela FGV Projetos.

No entanto, segundo ele, fazer uma política fiscal razoável exige um trabalho de convencimento da sociedade. "É claro que poderíamos ter feito mais coisas. É claro que estamos com uma taxa de crescimento baixa, mas não estamos em uma situação apocalíptica. É que fizemos muita coisa errada. Em dezembro de 2003 fizemos uma alquimia. Conseguimos transformar dívida pública em superávit primário", disse o ex-ministro.

Para Delfim, o governo está com uma incapacidade de produzir superávit primário e o País está "namorando o limite superior inflação há 8, 10 anos", disse, acrescentando que o problema do governo não é a meta de 4,5% de inflação, mas subir para o limite superior.