A ira dos lefebvrianos em Assis: "Até os pagãos mais remotos são bem-vindos, exceto os filhos da intransigente Igreja Católica"

Foto: Divulgação/ FSSPX

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11 Setembro 2026

O superior lefebvriano do Distrito Italiano proferiu a exortação final da peregrinação bem em frente às portas da Basílica, no átrio, onde também foi cantado o Credo.

A informação é de José Lorenzo, publicada por, Religión Digital, 10-09-2026.

“Mais uma vez, todos são bem-vindos, até mesmo os pagãos mais remotos do planeta, mas não aqueles que desejam permanecer filhos intransigentes da Igreja Católica Apostólica Romana.”

Com esse lamento, às portas da basílica de Assis, cujas entradas lhes foram negadas, o superior do Distrito Italiano da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), Gabriele D'Avino, protestou contra a nova situação criada pela excomunhão decretada pelo Vaticano em julho passado.

Na sequência da pena canônica imposta em 1º de julho na Suíça pelas ordenações episcopais sem mandato pontifício – apesar dos avisos do Vaticano –, os membros desta organização cismática estão proibidos de realizar cerimônias e procissões em templos e locais da Igreja Católica, embora sua entrada e oração individual não sejam impedidas.

De fato, por ocasião da peregrinação anual a Assis da filial italiana da Ordem Lefebvriana, no domingo, 6 de setembro, dezenas de seus membros foram à Basílica de São Francisco para concluir sua jornada com o canto do Credo, mas foram impedidos de entrar como comunidade, embora não em pequenos grupos de fiéis.

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Mas a medida não agradou ao superior lefebvriano, que, segundo o seu site, "recusou-se a conceder tal permissão" e "pronunciou a exortação para encerrar a peregrinação mesmo em frente às portas da Basílica", no átrio, onde o Credo também era cantado "em testemunho público da fé católica".

“Em 27 de outubro de 2026”, lembrou Gabriele D’Avino, “membros e representantes de todas as falsas religiões, desde denominações protestantes ao islamismo, do judaísmo às crenças orientais e animistas, orarão publicamente nas igrejas da cidade de Assis”.

No entanto, ele enfatizou, reconhecendo o golpe da nova rejeição da FSSPX, seguindo as da França e da Áustria, que “mais uma vez, todos são bem-vindos, até mesmo os pagãos mais remotos do planeta, mas não aqueles que desejam permanecer filhos intransigentes da Igreja Católica Apostólica Romana”.

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