A proteção climática é uma responsabilidade compartilhada. Artigo de Andrea Hoffmeier

Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado

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06 Agosto 2026

"Uma proteção eficaz do clima e contra o calor não é apenas uma questão de moral pessoal, mas uma responsabilidade política compartilhada, que exige uma atuação consistente."

O artigo é de Andrea Hoffmeier, diretora acadêmica da Academia Thomas Morus, em Bensberg, publicado por katholisch.de, 06-08-2026.

Eis o artigo.

Ponto de vista: a proteção do clima é uma responsabilidade compartilhada

Como fazer mais pela proteção do clima? Andrea Hoffmeier defende: é preciso precificar os custos climáticos, o que permite liberar espaço para inovações. Mas, para ela, o essencial é também um novo olhar sobre o tema. 

O jesuíta Jörg Alt está frustrado com o fracasso dos protestos climáticos. Depois de petições, campanhas, livros e até 25 dias de prisão, ele chegou a um balanço amargo em entrevista ao katholisch.de: "Isso não incomoda quase ninguém". Eu entendo a frustração de se sentir como "uma voz clamando no deserto".

Quando se lamenta hoje sobre o calor, respondo cada vez mais: isso será nosso novo estado de normalidade, precisamos nos acostumar com ele. Não porque eu mesma não sofra com isso, mas porque o aquecimento global é causado pelo ser humano, e também a nossa prosperidade na Alemanha se baseia em décadas de exploração da natureza e dos recursos.

Dificilmente há um problema político que seja transformado tão consistentemente em assunto privado quanto a proteção do clima. Claro que podemos comprar de outra forma, economizar energia ou mudar nossos hábitos de mobilidade. Mas mesmo pessoas de boa vontade rapidamente esbarram em limites estruturais. A concentração no comportamento individual desvia a atenção das alavancas decisivas: precisamos de esforços políticos nacionais e internacionais para limitar o aquecimento global e implementar medidas eficazes de proteção contra o calor.

Como todo debate sobre proibições rapidamente se transforma em guerra cultural, um instrumento de mercado me parece mais eficaz: os custos ambientais precisam finalmente se refletir no preço de um produto. Por que os lucros são privatizados, mas as consequências danosas — e também os seus custos — são impostos à coletividade? Quem precifica honestamente os custos ambientais libera espaço para a inovação, em vez de simplesmente exigir renúncia.

Ao mesmo tempo, precisamos de uma rápida expansão das medidas de proteção contra o calor, especialmente para os grupos vulneráveis. Isso também exige vontade política e programas de fomento. Por exemplo, asilos para idosos não conseguem simplesmente financiar uma reforma energética a partir do orçamento corrente.

Uma proteção eficaz do clima e contra o calor não é apenas uma questão de moral pessoal, mas uma responsabilidade política compartilhada, que exige uma atuação consistente.

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