03 Agosto 2026
Ainda oração pela “paz no mundo”. O Papa Leão XIV pediu aos fiéis neste domingo na conclusão do Angelus, na Praça São Pedro.
A informação é de Silvonei José, publicada por Vatican News, 02-08-2026.
Ao final da oração do Angelus, o Papa Leão XIV expressou sua preocupação com a “situação alarmante” em Ceuta, o enclave espanhol no Marrocos. O Santo Padre, falando em espanhol, fez um apelo para que sejam encontradas soluções de “paz, estabilidade e justiça”.
Acompanho com preocupação a situação alarmante em Ceuta, pedindo a Deus, através da intercessão de Nossa Senhora da África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça.
Em seguida o Papa pediu aos fiéis que continuem a rezar pela paz, para que cessem as guerras no mundo e se encontrem soluções diplomáticas para os conflitos.
“Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo os mais fracos e indefesos: crianças, idosos, doentes. Que o Senhor conforte aqueles que sofrem e abençoe a obra de quem leva ajuda e consolo”.
Antes de saudar os presentes na Praça São Pedro o Papa recordou que nestes dias, comemora-se o “Perdão de Assis”.
“São Francisco obteve essa Indulgência do Papa Honório III, em 1216, inspirado, enquanto rezava na Porciúncula, por uma visão de Jesus e de Maria, rodeados pelos Anjos. Agradecemos ao Senhor por essa grande dádiva e valorizemo-a, especialmente no oitavo centenário da morte do Pobrezinho de Assis, que faleceu justamente na Porciúncula em 3 de outubro de 1226”.
O drama em Ceuta
A cidade autônoma espanhola vive, nestes dias, uma situação definida como de “emergência humanitária e social absoluta”. As instalações de acolhimento já estão muito além do limite de capacidade máxima, enquanto milhares de pessoas passam a noite ao ar livre, aguardando saber qual será seu destino. A emergência não se limita apenas a Ceuta. Também Melilla, o outro enclave espanhol em território marroquino, registrou um aumento repentino no número de chegadas. Centenas de jovens tentaram atravessar a fronteira passando pela cerca e pelo porto, provocando confrontos violentos com as forças de segurança marroquinas. As autoridades reforçaram os controles, fecharam temporariamente o posto de fronteira e mobilizaram um dispositivo de segurança maciço.
A preocupação da Igreja local
A gravidade da situação se reflete na mensagem divulgada pela diocese de Cádiz e Ceuta, que expressou “profunda preocupação” com “a vulnerabilidade especial de tantas pessoas afetadas por essa situação”. A diocese ofereceu sua ajuda para atender às necessidades urgentes dos migrantes, garantindo sua “total disponibilidade para colaborar com as instituições civis e os órgãos competentes” a fim de contribuir para “atender a qualquer necessidade que possa surgir”. Nesse sentido, a diocese anunciou que todas as doações arrecadadas neste fim de semana nas paróquias de Ceuta serão destinadas à delegação diocesana para a migração. A diocese expressou sua gratidão “antecipadamente” pela “generosidade dos fiéis e de todas as pessoas de boa vontade” e convidou “as comunidades cristãs a intensificarem as orações por aqueles que sofrem, por aqueles que são responsáveis pela gestão dessa situação e por todos aqueles que trabalham para construir caminhos de paz, justiça e esperança.
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