30 Julho 2026
Nove escolas – cinco na Geórgia, três na Flórida e uma no Colorado – serão equipadas com esses dispositivos: os professores poderão ativá-los para atacar agressores e lançar spray de pimenta contra eles.
A informação é de Massimo Basile, publicada por La Repubblica, 29-07-2026.
Um país incapaz de confiscar as armas de guerra dos americanos acredita ter encontrado uma maneira de combater tiroteios em massa e massacres em escolas: lotar os campi universitários com drones capazes de sobrevoar corredores, quebrar janelas e lançar spray de pimenta contra os agressores.
Nove escolas — cinco na Geórgia, três na Flórida e uma no Colorado — serão equipadas com drones fabricados por uma empresa texana. Os dispositivos eletrônicos podem ser ativados por professores e alcançar uma pessoa armada em apenas quinze segundos. O sistema inclui drones equipados com luzes estroboscópicas, sirenes estridentes e spray de pimenta para distrair e neutralizar agressores, mas eles também podem atropelar potenciais assassinos, atingindo-os a velocidades de quase cem quilômetros por hora.
"Uma vez que os drones estejam sobre você, não há como escapar", explicou Bill King, ex-SEAL da Marinha e cofundador da Mithril Defense, uma empresa de tecnologia de defesa. Ainda não se sabe se os novos drones serão eficazes, dada a falta de evidências, mas eles representam o desenvolvimento mais recente de uma nova tendência que afeta muitas escolas nos Estados Unidos: o uso de tecnologia de ponta para reduzir o risco de tiroteios em massa. Treinamentos — como trancar-se atrás de uma porta reforçada ou agachar-se embaixo das carteiras — já não parecem ser suficientes.
Em Orlando, Flórida, uma escola de ensino médio com mais de 1.500 alunos tornou-se a primeira instituição a se equipar com os novos dispositivos. Os drones serão acionados por dispositivos acessíveis aos professores, bem como por botões de pânico que serão pressionados em caso de ataque. A ideia, explicaram os fundadores da empresa sediada no Texas, surgiu após o massacre de Uvalde em 2022, quando um jovem armado com fuzis de assalto entrou em uma escola primária e teve tempo suficiente para matar, em um estilo de execução, dezenove crianças e dois professores. Policiais aterrorizados e mal treinados esperaram uma hora antes de invadir o local e neutralizar o atirador. Nesse caso, um drone que tivesse sido acionado em apenas quinze segundos teria mitigado o número de vítimas.
Segundo estatísticas do FBI, massacres ocorrem em questão de cento e vinte segundos. Um aspecto, porém, gera preocupação: os drones designados para essas escolas não são programados para intervir apenas em caso de tiroteios em massa. Mesmo uma briga no pátio, mas somente se alguém estiver armado com uma faca ou arma de fogo, poderia acionar a intervenção do "drone policial". Mas o que aconteceria se o drone interpretasse mal a situação? Isso levanta mais uma incógnita na vida dos estudantes americanos, já apreensivos com a possibilidade de alguém entrar em sua sala de aula armado com um AR-15 e vestindo roupas camufladas.
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