Leão XIV considera o acesso universal à saúde um "imperativo moral"

Foto: Marcelo Leal/Unsplash

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20 Março 2026

Papa afirma que os Estados têm a obrigação moral de desenvolver sistemas universais de saúde, declarando que "a saúde não pode ser um luxo para poucos".

A informação é de Justin McLellan, publicada por National Catholic Reporter, 18-03-2026.

"Pelo contrário, é uma condição essencial para a paz social", afirmou ele em 18 de março durante um congresso sobre a desigualdade no acesso aos cuidados de saúde na Europa, organizado pelo Conselho Episcopal Europeu, pela Conferência Episcopal Italiana e pela Organização Mundial da Saúde.

"A cobertura universal de saúde não é apenas uma meta técnica a ser alcançada; é, antes de tudo, um imperativo moral para as sociedades que desejam se considerar justas", disse o Papa. "A assistência médica deve ser acessível aos mais vulneráveis, não apenas porque sua dignidade o exige, mas também para evitar que a injustiça se torne causa de conflito."

Leão apontou para o aumento das desigualdades nos cuidados de saúde, observando que "menos pessoas conseguem ter acesso aos serviços disponíveis" e enfatizou a urgência de adaptar os sistemas de saúde para melhor abordar a saúde mental, "particularmente a dos jovens, porque as feridas psicológicas invisíveis não são menos graves do que as visíveis".

Refletindo sobre a encíclica de seu antecessor de 2020 sobre a fraternidade humana, Fratelli Tutti, o papa disse que "o distanciamento, a distração e a dessensibilização diante da violência e do sofrimento alheio nos levam à indiferença".

"No entanto, todos os homens e mulheres, especialmente os cristãos, são chamados a fixar o olhar naqueles que sofrem: na dor dos solitários, naqueles que, por diversas razões, são marginalizados e considerados 'excluídos'", disse ele. "Pois sem eles, não podemos construir sociedades justas fundadas na pessoa humana."

Leão afirmou que a Igreja na Europa "ainda pode desempenhar um papel decisivo hoje no combate às desigualdades na área da saúde, particularmente no apoio às populações mais vulneráveis", através da prática da caridade e da promoção da fraternidade humana.

A conferência coincidiu com a apresentação do segundo relatório da Organização Mundial da Saúde sobre equidade em saúde na Europa. Os temas da agenda da conferência incluem a relação entre solidão e saúde, a desigualdade no acesso a cuidados de saúde mental e o papel da igreja na prevenção da pobreza em saúde.

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