Exposição de relíquias em Assis gera críticas – franciscanos respondem

Obra San Francisco de Asís recibiendo los estigmas | Museo Del Prado (Foto: Wikimedia Commons)

Mais Lidos

  • “A discussão sobre soberania digital e dependência tecnológica não pode ser separada da dimensão socioambiental”, adverte professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

    Expansão de data centers no Brasil: “Quem recebe os benefícios da infraestrutura digital e quem suporta seus custos ambientais e territoriais?” Entrevista especial com Hamilton Gomes de Santana Neto

    LER MAIS
  • Entrevista com a inteligência artificial Claude, a IA atacada por Trump

    LER MAIS
  • O jornalista Gareth Gore detalhou os escândalos do Opus Dei ao Papa: "Deve ser considerada uma seita abusiva"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Março 2026

A reação negativa online está dissociada da realidade no terreno: o franciscano alemão Thomas Freidel testemunha em primeira mão, em Assis, como os visitantes se deparam com as relíquias de São Francisco. Ele não vê motivo para indignação nisso.

A informação é publicada por katolisch.de, 17-03-2026. 

O frade franciscano alemão Thomas Freidel rejeitou as críticas à exposição dos restos mortais de São Francisco em Assis. Termos como "sacrilégio" ou "perturbação da paz dos mortos" claramente não correspondem à realidade, disse o sacerdote ao portal de notícias "domradio.de", de Colônia, na terça-feira. O franciscano explicou que as críticas decorrem de diferenças culturais: "No sul da Itália, as pessoas estão acostumadas a poder ver os corpos dos santos."

"Nunca experimentei um contraste tão grande entre essa percepção externa e o que estamos vivenciando aqui", continuou Freidel. Enquanto a indignação toma conta das redes sociais, milhares de visitantes em Assis estão experimentando "uma atmosfera de oração, reflexão, contemplação, admiração e alegria".

Observando fixamente ou rezando?

O monge também rejeita veementemente a acusação de sensacionalismo: "Alguns podem pensar que é apenas 'curiosidade'. Mas a realidade é bem diferente." Imagens da internet transmitem uma imagem distorcida. Freidel também enfatiza a dimensão religiosa: Francisco não está "nestes ossos", mas vive "em eterna perfeição com Deus". A veneração dos restos mortais é, em última análise, para o próprio Deus.

Para marcar o 800º aniversário da morte de Francisco de Assis (c. 1182–1226), fundador da Ordem Franciscana, seus restos mortais estão sendo exibidos ao público pela primeira vez. No dia 22 de fevereiro, um caixão de acrílico contendo seus ossos foi transferido da cripta da basílica em Assis, Itália, para a igreja inferior, onde permanecerá em exposição até 22 de março.

Thomas Freidel é o capelão dos peregrinos de língua alemã em Assis. Natural da região do Palatinado, ele ocupa esse cargo desde 2008.

Leia mais