Ciclo de estudos debate o tema abordando a importância das lutas do movimento negro e sua identidade no campo da pesquisa no Instituto Humanitas Unisinos – IHU nesta quinta-feira, 12-03-2026
O racismo assola o corpo negro em diferentes âmbitos da sociedade, atravessando áreas da ciência e da tecnologia. É contra essa corrente discriminatória que o movimento negro luta ao longo do tempo e ocupa inúmeros espaços, em enfrentamento à sustentação dos privilégios brancos.
Neste mês das mulheres, discutimos a importância das mulheres negras na ciência e em espaços tecnológicos, levando em consideração as lutas antirracistas e proporcionando uma maior visibilidade às questões étnico-raciais.
De acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), entre 2014 e 2017 o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% foram assinados por pesquisadoras mulheres. Recentemente, um estudo publicado pela agência Bori relatou que, em 2022, 49% das publicações no país eram de cientistas mulheres.
Na próxima quinta-feira, 12-03-2026, a professora, doutora em Educação pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Mory Marcia de Oliveira Lobo debate sobre mulheres negras na ciência e em espaços tecnológicos, trazendo um compilado de sua pesquisa e desenvolvimento acadêmico sobre o tema, em evento promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU. A videoconferência será transmitida às 17h30min.
Em seu artigo, intitulado “Mulheres negras nas ciências: desvelando percursos em prol da diversidade”, em parceria com Cristiano Maciel, Mory pontua que “é inegável o movimento de inserção de mulheres negras nas ciências, ainda que sub-representadas em cenários e em áreas sistematicamente ocupadas por homens”.
A pesquisadora também enfatiza que “na década de 1980, as pesquisadoras negras aparecem com maior expressividade dado a um contexto de luta e resistência. Em 2000, abriram-se espaços para um grande debate no Brasil sobre a diversidade étnica, despontando a participação de pesquisadoras negras em discussões e linhas de pensamentos, tais como: Sueli Carneiro, com a Equidade Racial, Nilma Lino Gomes, com a Identidade e Descolonização do Conhecimento, e Eliane Cavalleiro com a Educação Antirracista entre outras”.
No cenário atual, revistas científicas e acervos de dissertações e teses encontradas em canais como a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e outros, são acervos importantes de valorização e conservação de pesquisas idealizadas por mulheres negras.
O quê: “Mulheres negras na ciência, computação e na tecnologia. Outros movimentos e identidades epistêmicas”
Quando: 12-03-2026, às 17h30min.
Quem: Mory Marcia de Oliveira Lobo, doutora em Educação pelo PPG em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE/UFMT), pedagoga e mestra em Educação pela UFMT. Participa do projeto Meninas Digitais Mato Grosso. Desenvolve pesquisa focada em gênero, raça e tecnologias no Laboratório de Estudos em Tecnologias e Comunicação na Educação (LêTece). http://lattes.cnpq.br/1037326182039852
Onde assistir: www.ihu.unisinos | YouTube do IHU | Facebook do IHU
Inscrição: https://www.ihu.unisinos.br/evento/ihu-ideias