Crise causada por guerra na Ucrânia gera lucro US$ 500 bi para grandes petrolíferas

Foto: Anadolu Agency

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26 Fevereiro 2026

Gigantes do petróleo destinaram lucros recordes aos acionistas nos quatro anos do conflito, enquanto reduziram investimentos em renováveis.

A informação é publicada por ClimaInfo, 25-02-2026. 

Cinco das maiores petrolíferas do mundo – BP, Shell, Chevron, ExxonMobil e TotalEnergies – registraram lucros de US$ 467 bilhões (R$ 2,4 trilhões) desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. É o que mostra uma análise da Global Witness.

No ano seguinte à invasão, os lucros de cada uma dessas cinco empresas dispararam devido à crise energética global, que fez os preços do petróleo e do gás fóssil subirem vertiginosamente. Para a Global Witness, a magnitude desses lucros sugere que as grandes petrolíferas estão entre as maiores vencedoras da guerra.

A análise mostra que os acionistas de BP, Shell, Chevron, Exxon e Total emergiram como os principais beneficiários da crise energética decorrente do conflito. Os acionistas receberam US$ 444,4 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em recompra de ações e em pagamento de dividendos entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2026. É mais do que o investimento total da União Europeia em energia renovável em 2025, que totalizou US$ 391 bilhões (R$ 2 trilhões).

Enquanto as petrolíferas ganham muito, o clima sofre. A Iniciativa para a Contabilização das Emissões de Gases de Efeito Estufa da Guerra tem calculado as emissões de carbono geradas desde o início do conflito. Seu último relatório mostra que o quarto ano da guerra gerou 75 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), totalizando, desde 24 de fevereiro de 2022, 311 milhões de tCO2e, destaca a Euronews. Isso equivale às emissões anuais da França ou às emissões globais anuais da energia utilizada para bombear água.

As emissões provêm de tanques e máquinas movidos a combustíveis fósseis, incêndios florestais, da infraestrutura energética, da migração, da aviação civil e da reconstrução após danos.

Business Green e Independent repercutiram a análise da Global Witness.

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