Ex-padre é condenado a 24 anos de prisão por estupro de menor no Brasil

Bernardino Batista dos Santos | Foto: Matheus Pigozzi/ Agência Pública

Mais Lidos

  • ​A estética grotesca dos EUA, seja do ponto de vista discursivo ou do belicismo tacanho, mostra um imperialismo que abandona qualquer subterfúgio retórico e revela ao mundo mais fragilidades do que forças

    O imperialismo está nu: era Trump retrata não a força do gigante do norte, mas sua decadência. Entrevista especial com Juliane Furno

    LER MAIS
  • O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

    LER MAIS
  • Thiel leva suas palestras sobre o Anticristo à porta do Vaticano, e as instituições católicas recuam

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Janeiro 2026

Um tribunal brasileiro condenou o ex-padre Bernardino Batista dos Santos a 24 anos e nove meses de prisão pelo estupro de uma menor de idade, segundo documento obtido pela Associated Press nesta quinta-feira.

A reportagem é de Mauricio Savarese, publicada Crux, 09-01-2026.

A decisão foi emitida no início desta semana, embora o caso permaneça em sigilo.

Em um documento de 22 páginas, o tribunal do estado de Minas Gerais também condenou dos Santos, de 78 anos, a pagar 30 mil reais brasileiros a título de indenização (US$ 5.570).

O advogado do acusado, Leonardo Diniz, disse em um breve comunicado que está chocado com a decisão do tribunal e que irá recorrer.

A Arquidiocese de Belo Horizonte afastou dos Santos de seu cargo na cidade vizinha de Contagem em 2021, após dezenas de denúncias que remontam a 1975. Sua condenação, no entanto, baseia-se em um único caso de 2016, depois que o Brasil alterou suas leis sobre prazos de prescrição em casos semelhantes.

O ex-padre foi preso pela primeira vez em outubro de 2024, mas posteriormente foi transferido para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por tornozeleira, de acordo com as autoridades mineiras.

A advogada Ana Carolina Oliveira, que representa mais de 60 pessoas que teriam sido estupradas por dos Santos, afirmou em comunicado que “a decisão do tribunal reconhece a gravidade dos atos cometidos, a particular vulnerabilidade da vítima menor de idade e o profundo impacto das violações”.

“Nenhuma posição social, institucional ou religiosa pode servir de escudo para a impunidade em crimes dessa natureza”, disse Oliveira.

Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, à qual a AP também teve acesso, mostrou a família da menor acusada de estupro por dos Santos durante um fim de semana em uma fazenda que ele possuía na cidade de Tiros. Na época, o ex-padre era diretor de uma escola infantil em Belo Horizonte.

Leia mais