Futuro arcebispo de Viena: Igreja precisa se aproximar das pessoas de outra forma

Foto: Vatican News

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22 Outubro 2025

Igreja em transformação: para o futuro arcebispo de Viena, missão não significa conversão, mas postura. Josef Grünwidl defende mudar a maneira de se aproximar das pessoas.

A informação é publicada por katolisch.de, 21-10-2025. 

Missão, para o recém-nomeado arcebispo de Viena, significa tornar visível a própria postura. Josef Grünwidl disse no domingo no programa da ORF2 "kreuz und quer": "Precisamos nos tornar missionários. Isso não significa convencer ou persuadir outras pessoas, mas assumir a própria fé." Trata-se de se aproximar das pessoas de forma aberta, independentemente de estarem próximas da Igreja ou não. O testemunho pessoal é central: "Só quem arde por dentro pode brilhar. Eu ardo pelo Evangelho porque estou convencido: esta é uma mensagem que o nosso mundo precisa."

O objetivo é alcançar pessoas além do círculo restrito de frequentadores da Igreja, levando a sério suas perguntas e realidades de vida. O arcebispo de 62 anos explicou: "Devemos nos aproximar das pessoas, conversar com elas, conhecer suas preocupações e esperanças, e tentar respondê-las." A Igreja não deve se restringir às estruturas existentes, mas se inserir em novos contextos sociais. Em uma mudança cultural, como diagnosticada por Grünwidl, é necessário questionar também a própria postura: "Precisamos mudar nossa maneira de nos aproximar dos outros."

Em viagem com pouca bagagem

Para a Igreja do futuro, Grünwidl vê como necessária uma maior orientação ao essencial. Diante da diminuição de recursos humanos e financeiros, parece que nem todas as paróquias poderão ter um padre no futuro, o que o leva a concluir: "A Igreja do futuro será uma Igreja com pouca bagagem. Jesus enviou seus apóstolos dizendo: Não levem nada na viagem – vocês só precisam do Evangelho e da minha missão", afirmou Grünwidl.

Ao mesmo tempo, ele destacou a importância contínua dos sacramentos. Batismo, primeira comunhão, crisma, matrimônio e unção dos enfermos são ofertas da Igreja em pontos cruciais da vida, "isso faz parte da bagagem". É preciso concentrar-se nessas tarefas centrais e estar presente onde as pessoas buscam apoio e acompanhamento.

Grünwidl também enfatizou que administração e organização – como as numerosas conversas, reuniões e deliberações em uma diocese – devem ser entendidas como tarefa pastoral. Trata-se de preservar, mesmo nos processos burocráticos, a postura de escuta e acompanhamento. Por fim, é essencial viver uma "vida de fé" que seja percebida como coerente e confiável. "Quero mostrar que uma vida de fé traz alegria, realização e sentido."

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