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A biblioteca do apocalipse de Peter Thiel. Artigo de Gloria Origgi

Foto: Wikimedia Commons | Gage Skidmore

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30 Agosto 2025

"Thiel sustenta em seu prefácio que as duas forças disruptivas do futuro são a Inteligência Artificial e as criptomoedas. Mas a IA se presta ao jogo do controle central, do Grande Irmão e de qualquer fantasia orwelliana, enquanto as criptomoedas são verdadeiramente libertárias e capazes de dissolver o poder central dos Estados".

O artigo é de Gloria Origgi, filósofa italiana, publicado por Settimana News, 22-08-2025.

Eis o artigo.

Um artigo recente do Financial Times me fez descobrir outra influência intelectual do multibilionário americano Peter Thiel, ferrenho apoiador de Donald Trump, mas de tendências ideológicas opostas às de outro guru da extrema-direita americana, Steve Bannon: o primeiro individualista, libertário e anti-Estado, o segundo populista e nacionalista.

Um livro profético de 1997, The Sovereign Individual, publicado por uma dupla curiosa: um financista libertário americano, James Dale Davidson, e um jornalista inglês, membro do mais refinado establishment britânico, Lord William Rees-Mogg.

Thiel, que por anos permaneceu nas sombras cuidando de seus negócios e lendo filosofia em segredo, ganhou destaque com a reeleição de Trump em 2024, primeiro com um artigo aparentemente delirante no Financial Times de janeiro de 2025 (A Time for Truth and Reconciliation), em tom claramente apocalíptico, anunciando a nova era Trump como uma era de revelação em que tudo o que havia sido escondido dos cidadãos por governos malignos seria revelado; depois com outras intervenções, todas igualmente apocalípticas, culminando em um podcast do New York Times no qual não hesitou em definir Greta Thunberg como o Anticristo.

Descubro que em 2020 Peter Thiel escreveu um prefácio para uma nova edição de The Sovereign Individual, cujos tons apocalípticos caminham exatamente na direção de seu pensamento.

Fui ler o livro (e algumas resenhas da época), facilmente disponível online, e ele é de fato interessante, ainda que as profecias anunciadas muitas vezes tenham se revelado equivocadas, como o próprio Thiel observa em seu prefácio de 2020. Mas, em essência, ele é bastante revelador das tendências milenaristas de certo pensamento da tecnodireita americana (de que já falamos em Appunti), da qual Thiel é a voz mais articulada.

Depois dos Estados

Os autores do livro anunciam o fim de uma era: a dos Estados-nação. Com a transição para a Era da Informação, que sucede a Era Industrial, os Estados-nação perdem sua centralidade e sua capacidade de controlar os indivíduos.

Os negócios no ciberespaço não podem ser controlados pelos Estados, que começarão a perder receita fiscal, já que as transações imateriais podem ser feitas em qualquer lugar e não existem quadros legais sólidos para obrigar os atores a respeitar as regras. O capital se deslocará com cada vez mais facilidade, escolhendo os lugares que favorecem as trocas em detrimento dos Estados centrais, pesados em termos de regulamentações e normas.

Cidades e regiões poderão desempenhar um papel mais importante para a economia em comparação com os Estados centrais, distantes das decisões concretas e das dinâmicas industriais locais.

Uma elite cognitiva tomará o poder, formada por uma porcentagem baixíssima da população global, enquanto a maioria se verá desempregada, ressentida e potencialmente violenta.

Se as guerras diminuírem, porque os Estados já não terão meios para pagar exércitos e armamentos, as agitações locais aumentarão, dado o alto índice de desemprego e a violência provocada pelo ressentimento social. Os violentos, porém, não serão os mais pobres, mas os ex-integrantes da classe média, com certo nível de educação, a quem as tecnologias terão tirado o trabalho.

A nova elite cognitiva será composta por indivíduos finalmente libertos de todos os vínculos da velha educação e das antigas regras e deverá à sua força criativa e intelectual a própria fortuna. Poderá se estabelecer em qualquer parte do mundo e criar novas dinâmicas geopolíticas de proximidade entre regiões e cidades pertencentes a Estados diferentes, promovendo a desagregação dos Estados centrais.

Para os autores, 1989 e a queda da União Soviética não representam o fim do comunismo, mas o início da dissolução dos Estados modernos centralizados e o anúncio da chegada de uma nova era. Importantíssima para essa transição é a perda do controle da moeda por parte dos Estados, gradualmente substituída pelas criptomoedas. Isso permitirá eliminar a inflação, que existirá apenas para os deserdados que continuarem dependentes dos bancos centrais, já esvaziados de qualquer poder.

Entre IA e cripto

Como Thiel observa em seu prefácio de 2020, algumas previsões são fundamentalmente erradas. Por exemplo, segundo os autores, os Estados centrais teriam se curvado ao poder mais flexível de cidades-Estado como Hong Kong.

Mas justamente nos anos em que o livro era escrito, a China centralizada engolia Hong Kong, e seu poder não faz senão crescer, apesar de sua natureza totalitária.

Thiel sustenta em seu prefácio que as duas forças disruptivas do futuro são a Inteligência Artificial e as criptomoedas. Mas a IA se presta ao jogo do controle central, do Grande Irmão e de qualquer fantasia orwelliana, enquanto as criptomoedas são verdadeiramente libertárias e capazes de dissolver o poder central dos Estados.

Além do valor atual desse livro profético, é interessante adicioná-lo à biblioteca visionária e apocalíptica de Thiel. Porque o individualismo extremo dessa tendência da tecnodireita, seu impulso revolucionário de dissolução completa da ordem constituída tal como a conhecemos, parece estar em nítido contraste com os populismos de extrema-direita que conquistam hoje o mundo inteiro.

O populista está profundamente ligado ao Estado central, à identidade nacional, e seus inimigos são os globalistas e as elites internacionais, caricaturadas normalmente na figura de George Soros — não por acaso judeu — o que mostra a ligação dessa tendência política com o fascismo e o nacional-socialismo do século XX: antissemitismo, ódio às elites globais, racismo, identidade, pureza da raça, todos temas que já vimos declinar nos piores regimes do século passado.

Mas a tecno-direita de Thiel e companhia nada tem a ver com essa direita: é individualista, globalista, anti-Estado, anti-identidade, meritocrática e antipopolista: do povo, não se importa nem um pouco; ao contrário, considera-o carne excedente em um mundo onde os novos semideuses, libertos dos vínculos dos Estados centrais, mover-se-ão rápidos e leves como Zeus e os outros habitantes do Olimpo faziam na era dourada.

Contradições inconciliáveis

É bem provável que Thiel goste de Trump (veremos até quando), não porque ele grita slogans nacionalistas como Make America Great Again, mas porque é alguém que destrói tudo, que não liga para instituições e tratados, apenas para seus próprios negócios; que é atraído por países onde pode fechar acordos independentemente das ideologias ou normas morais locais; que é, enfim, um “pós-moderno”, no sentido de pós-era dos Estados modernos.

Steve Bannon, por outro lado, acredita nos slogans nacionalistas e tentou vender sua direita revolucionária por toda a Europa. Mas em algum momento as direitas unidas do mundo terão de decidir o que querem: se querem bandeiras, Estados-nação, assistencialismo e identidades purificadas, ou se querem o mundo muito mais provável que Thiel vislumbra, dominado por grandes predadores com meios econômicos e tecnológicos muito superiores a qualquer Estado, que não se importam com o destino dos povos, mas promovem apenas seus próprios interesses.

A direita agressiva e triunfante que desponta um pouco por toda parte talvez seja menos coerente do que parece e terá dificuldade para conciliar visões de mundo tão contraditórias.

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