(Ab)uso da Bíblia

Foto: Marcelo Graciolli | Flickr

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15 Agosto 2024

Maduro apareceu na televisão depois da celeuma entre ganhou/perdeu a eleição na Venezuela e mencionou o evangelho, lembrando Jesus, no episódio da dúvida de Tomé quanto à ressureição, ao lembrar que felizes são os que não veem e ainda assim acreditam. A metáfora servia, então, para a ausência das tais atas dos votos depositados nas urnas.

A reportagem é de Edelberto Behs.

Bolsonaro levantou um povo evangélico com mentiras e machismos, com moralismos baratos, recorrendo ao slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, deixando brasileiros e brasileiras morrerem de Covid por não comprar vacinas em tempo hábil. Sem esquecer, claro, as rachadinhas.

O mais novo recurso bíblico foi aplicado nos Estados Unidos em relações trabalhistas. Depois de anunciar a demissão de 17 mil dos seus 116,5 mil funcionários, o diretor da empresa de tecnologia Intel, Pet Gelsinger, postou no “X” a passagem de Provérbios 4.25-26:

Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça,
envergonhado. Pense bem no que você vai fazer, e todos os seus planos
darão certo.

Pronto, o empresário supercristão talvez desejou consolar os demitidos e justificar a redução de custos da Intel no montante de 10 bilhões de dólares (cerca de 55 bilhões de reais), valor informado pela Fox Business.

Historicamente, a Bíblia já foi usada para justificar escravidão, guerras, matanças, invasões, conquista de territórios... e agora até mesmo demissões. O que mais virá pela frente?

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