Florestas estabilizam o clima local e global

(Foto: Daniel Beltra | Greenpeace)

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20 Junho 2023

Relatório resume a ciência sobre os efeitos biofísicos do desmatamento na estabilidade climática e explora as implicações políticas dos impactos resultantes em três escalas: política climática global, cooperação regional na gestão de -p-recipitação e políticas nacionais relacionadas à agricultura e saúde pública.

A reportagem é de Henrique Cortez, com informações de World Resources Institute, publicada por EcoDebate, 18-06-2023. A tradução é de Henrique Cortez.

Para cada uma dessas arenas políticas, existem pontos de entrada promissores para abordar as lacunas atuais por meio de inovações em políticas e instituições.

As florestas têm efeitos significativos – e extremamente positivos – na estabilidade climática por meio de processos biofísicos que afetam as transferências de energia e umidade na atmosfera, contribuindo para a segurança alimentar e hídrica, protegendo a saúde humana e aumentando nossa capacidade de adaptação a um planeta em aquecimento.

A contabilização desses processos pode afetar significativamente as estimativas dos impactos do desmatamento no clima global com base em sua interação apenas com o ciclo do carbono, tornando o efeito de resfriamento global de evitar o desmatamento tropical em até 50% maior.

A remoção da cobertura florestal, especialmente nos trópicos, aumenta as temperaturas locais e interrompe os padrões de chuva de forma a agravar os efeitos locais das mudanças climáticas globais, ameaçando graves consequências para a saúde humana e a produtividade agrícola.

Ao não levar em conta esses efeitos biofísicos, as políticas atuais subestimam sistematicamente os serviços climáticos das florestas, não antecipam toda a gama de riscos climáticos associados ao desmatamento e resultam em alocação desigual de responsabilidades e recursos dentro e entre as nações.

Os formuladores de políticas devem reconhecer e abordar urgentemente toda a gama de serviços de regulação climática das florestas por meio de instituições que operam em escalas relevantes, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), instituições de cooperação regional e agências domésticas encarregadas de promover a produtividade agrícola e proteger saúde pública.

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