#padres e poetas. Artigo de Gianfranco Ravasi

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01 Novembro 2022

A presença dos sacerdotes é necessária para lembrar aos homens que chegará o dia em que morrerão.

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, publicado por Il Sole 24 Ore, 30-10-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em certas épocas, porém, é necessário que haja outro tipo de padres, chamados poetas, para lembrar aos homens que - surpreendentemente - eles ainda estão vivos.

À sua indiscutível genialidade ele sabia mesclar o tempero do humor britânico mas também a provocação de um catolicismo minoritário: o escritor Gilbert K. Chesterton, a quem devemos a citação proposta, não hesitava em suas obras em questionar os leitores, bagunçando seu ordenado bom senso. Ele também o faz com essa citação ao colocar em paralelo duas categorias consideradas necessárias.

É claro que os padres que perturbam o bem-pensante que, bem alimentado e sereno, ouve pacientemente sua homilia, são uma categoria importante, infelizmente, cada vez mais rara em nossos dias. E não só porque são numericamente poucos, mas também porque costumam evitar "lembrar aos homens que chegará um dia em que morrerão", como afirma o escritor inglês.

Em nossos tempos, porém, estes outros sacerdotes do espírito são igualmente necessários, ou seja, os poetas (ou, se preferir, mais geralmente as pessoas de verdadeira e profunda cultura). Eles deveriam fazer vibrar um público que esqueceu o que é viver autenticamente. Muitos, de fato, são na realidade “almas mortas”, mantidas em corpos saudáveis, convencidas de que a vida é apenas comer, beber, desfrutar e manter-se saudável.

Não é fácil incutir em suas mentes que viver de maneira humana não é apenas existir, estar aqui, sobreviver e durar.

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