#raízes. Artigo de Gianfranco Ravasi

(Foto: Reprodução | Google Imagens, creative commons)

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21 Junho 2022

 

No final entendi que o quanto a árvore tem de florido vive do que ela tem de enterrado. Devo esta citação justamente ao Papa Francisco que me explicou a fonte: trata-se do último trio de um soneto de um poeta argentino, Francisco Luis Bernárdez, nascido em Buenos Aires em 1900, que também se tornou diplomata de seu país e morreu em 1978 na mesma cidade.

 

A imagem é sugestiva: quando na primavera contemplamos a copa florida de uma cerejeira ou, no outono, os cachos pesados de uma videira ou a paleta de cores das laranjeiras ou dos caquis, não devemos esquecer que esse esplendor é tornado possível apenas graças às raízes invisíveis e escondidas no solo.

 

O comentário é do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 19-06-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Quanto devemos na nossa vida cotidiana aos operadores desconhecidos que controlam o fornecimento da eletricidade ou da água, cultivam campos distantes ou preparam os mais variados utensílios no reduto de suas oficinas.

 

Mas o poeta em seu texto voltava-se para outra direção que eu deixaria descobrir aos leitores, ouvindo algumas de suas palavras:

 

"Se, para recuperar o que recuperei, tive de perder primeiro o que perdi, se, para obter o que obtive, tive de suportar o que suportei, se, para estar agora enamorado, tive que ser ferido, considero justo ter sofrido o que sofri, considero justo ter chorado o que chorei. Porque no fim constatei que não se goza bem do gozado senão depois de o ter padecido.

 

A luz brilha ainda mais quando brota da escuridão.

 

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