Arthur Lira é agraciado com o Troféu Motosserra de Ouro, do Greenpeace

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19 Agosto 2021

 

Numa encenação teatral, o Greenpeace fez a entrega simbólica na terça-feira, 17, do Troféu Motosserra de Ouro Edição 2021 ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). A atividade ocorreu em frente à entrada da Câmara e teve por objetivo denunciar a boiada destruidora que Lira faz passar pela casa.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

Arthur Lira é hoje o funcionário número um do presidente Jair Bolsonaro, pois tem colocado em votação uma série de projetos de lei que vão contra os interesses da população brasileira e que rezam pela cartilha antiambiental do governo federal e irão aumentar ainda mais as taxas de desmatamento e queimadas, além de estimular o roubo de terras públicas e a violência contra populações tradicionais e do campo”, denunciou a porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Thais Bannwart.

O presidente da Câmara, apontou Bannwart, age “de maneira antidemocrática, pautando e aprovando projetos sem a devida participação da sociedade e sem transparência nas votações”.

A denúncia não se limita às questões ambientais. Foi o que se viu na aprovação do texto-base do Projeto de Lei 2633/2020, conhecido como PL da Grilagem, que anistia invasores de terra. Ao invés de prevenir e combater o crime ambiental e esquemas organizados por ladrões de terras públicas, a Câmara legaliza o que é ilegal, apontou o Greenpeace.

Em maio, lideranças da entidade disseram que sentiram vergonha do Brasil com a aprovação na Câmara da PL 3.729/2004, que permite a destruição de florestas e ameaça povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

A proposta do deputado Neri Geller (PP-MT), “a pior versão do projeto desde o início de sua tramitação em 2004”, passou em regime de urgência e foi aprovada em uma semana, “sem transparência sobre seu conteúdo e sem debate público”. Mesmo com dezenas de manifestações contrárias, “Arthur Lira continuou a ignorar a sociedade”.

Motosserra de Ouro é concedido, há vários anos, a pessoas que mais estimulam a destruição ambiental. Outros organismos apoiaram a outorga do Troféu ao presidente da Câmara. “Lira parece não ter compromisso com o futuro do Brasil, está em compasso com o presidente da República e, juntos, são responsáveis pelos piores retrocessos nas políticas socioambientais do país. Faz jus e merece ser lembrado com essa premiação do Greenpeace”, declarou o assessor de Políticas Públicas do Instituto Sociedade, População e Natureza, Guilherme Eidt.

“A atuação do presidente da Câmara ao viabilizar a aprovação de legislações importantes sem o devido debate, sabendo dos impactos negativos que essas legislações terão ao meio ambiente e ao clima do Brasil, qualifica-o para receber o prêmio”, aderiu Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA).

Lira “leva os processos diretamente ao plenário, com relatórios que aparecem de última hora, praticamente ninguém consegue ler antes de votar. Um verdadeiro desastre”, disse a representante do Observatório do Clima, Suely Araújo.

A entrega do Troféu buscou a inspiração na premiação do Oscar, com tapete vermelho, convidados vestidos a rigor, mestre de cerimônia. O ativista que representou Arthur Lira exibia um crachá de “funcionário do mês do (des)governo Bolsonaro, segurava, além do Troféu, um molho de chaves, simbolizando o trancamento da casa a “sete chaves” para a sociedade.

O Greenpeace espera dos senadores “a sensatez que não coube aos deputados e que barrem a proposta de extinção do licenciamento ambiental”.

 

 

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