Covid, o cardeal cético sobre a vacina testa positivo: “Rezem por mim”

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12 Agosto 2021

 

O religioso ultraconservador Raymond Leo Burke em 2020 dizia: "Deve ficar claro que a vacinação não pode ser imposta, de forma totalitária, aos cidadãos".

O Cardeal estadunidense Raymond Leo Burke, que no passado disse ser cético em relação às vacinas anti Covid, testou positivo para o coronavírus e está sob tratamento médico. “Louvado seja Jesus Cristo”, escreve o cardeal no Twitter. "Gostaria de informar que recentemente testei positivo para o vírus Covid-19. Graças a Deus estou descansando confortavelmente e recebendo excelente atendimento médico. Por favor, orem por mim enquanto eu começo minha recuperação. Acreditamos na providência Divina. Deus os abençoe."

A informação é publicada por Today e America, 12-08-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Ontem se espalhou nas redes sociais a notícia de que o cardeal havia testado positivo para o Covid, mas a irmã do cardeal a havia desmentido. Hoje, a confirmação. Burke foi prefeito da Assinatura Apostólica e ainda reside em Roma. Ultraconservador, ele está entre os líderes da oposição curial ao Papa Francisco, além de ter sido um entusiasta apoiador do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Num encontro em Roma em maio de 2020, noticiado pelo site tradicionalista Lifesitenews, expressou todas as suas dúvidas em relação à vacina anti-Covid: "É preciso ficar claro que a vacinação não pode ser imposta, de forma totalitária, aos cidadãos", afirmou Burke, que também citou a opinião bizarra de alguns supostos especialistas segundo os quais "uma espécie de microchip que vai ser colocado sob a pele de cada pessoa, para que a qualquer momento possa ser controlada pelo Estado quanto à sua saúde e outras questões que só podemos imaginar". De toda forma, "deve ficar claro que nunca é moralmente justificado desenvolver vacinas por meio do uso de linhagens celulares de fetos abortados", uma posição desmentida no ano passado pela Congregação para a Doutrina da Fé.

De fato, por trás da produção de vacinas não há nenhuma negociação de fetos abortados e de forma alguma estes são exigidos pela empresa para a fabricação de vacinas anti-Covid19. Tudo se desenvolve a partir da existência de linhagens celulares humanas derivadas da doação de um feto: é o caso da linhagem chamada MRC-5, um grupo de células cultivadas em laboratório de um único feto abortado em 1966. Mas também das linhas celulares HEK 293 TREX derivadas de células renais de um feto de 1973, obtidas a partir de um aborto terapêutico nos Países Baixos. Essas células podem se multiplicar e ser distribuídas em laboratórios, sem a necessidade de provocar aborto. E as culturas de células são utilizadas na fase pré-clínica para isolar o vírus, para poder estudá-lo, para obter vacinas e medicamentos eficazes.

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