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26 Abril 2021

 

“A pandemia ‘desorganizou’ a forma de ler o território”, também em Milão, afirma Padre Virginio Colmegna, presidente da Casa da Caridade.

A entrevista com Virginio Colmegna é editada por Luca Geronico, publicada por Avvenire, 24-04-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis a entrevista.

 

Padre Colmegna, dê-nos um panorama do que é o Covid nas periferias existenciais.

O primeiro lockdown criou solidez, mas agora surge a sensação de não poder responder, vivenciando uma experiência muito forte de fragilidade. Mas há um fundo de resistência que deve ser motivado: vi explodir iniciativas de solidariedade de forte intensidade. Certamente agora o problema é sentido nas filas diante de associações como o "Pane quotidiano". Nos últimos dias, em um bairro, um episódio de dificuldades tornou-se repleto de tensões ideológicas, com grandes preocupações pela coesão social. Mas não quero aumentá-lo porque há um tecido de solidariedade que precisa ser transformado no valor maior para uma cidade como Milão para fazer com que recomece. Nada será como antes e a Milão da Expo tem agora que se curvar sobre suas fragilidades para redesenhar um serviço social e sanitário diferente, mas também uma convivência marcada por esta que, em alguns aspectos, é uma tragédia.

O "salve-se quem puder", como afirma o Papa Francisco, seria um desastre ao sair do Covid. Esta tentação está presente? Como?

Há um repensamento radical e profundo do que o Papa Francisco chama de paradigma tecnocrático, o individualismo exasperado. Se vencesse o "salve-se quem puder", se criaria uma sociedade ampliada pelo embate e pela destruição do sentido de comunidade e por uma crise de relações muito profunda. Esta pandemia não deve ser considerada um evento episódico, para retomar como antes. Devemos parar para "nos presentear o futuro". O Papa, com contundência, lembrou a crise de uma visão do mercado como um bem absoluto. São revisões profundas que exigem a paciência do cotidiano.

Mudando estilos de vida, mas como começar pelas periferias?

Não, a partir da intimidade de cada um e da centralidade de cada pessoa. Quando Francisco diz que para partir das periferias, não está pedindo uma proteção cívica generalizada. Ai de nós se não existisse, mas daí deve vir uma carga de solidariedade que pede proximidade, recompõe as redes. Central para isso é a presença das comunidades cristãs também para aqueles que estão distantes.

E por que dividir o pão com todos, por que cultivar a solidariedade global?

As vacinas demonstram isso de forma dramática: para ficarmos bem, todos devemos intervir, também nos países que ainda não iniciaram uma campanha sanitária adequada, a água não pode se tornar privada. Deve se manter um sistema de pensamento.

 

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