“A Igreja de hoje, através do Papa, é escutada em todo o mundo”, afirma Christoph Schönborn

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16 Setembro 2020

O arcebispo de Viena celebra o 25º aniversário de sua nomeação com otimismo. Por motivo dessa celebração, o prelado foi entrevistado pelo portal vienense “Der Sonntag”.

A reportagem é de Lucía López Alonso, publicada por Religión Digital, 15-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Relatando o caminho percorrido desde que se ordenou sacerdote em sua juventude, Schönborn declarou que a figura que mais o inspirou como professor e depois como bispo foi João Paulo II. Dele, destaca “o poder da fé” e a força com a qual impulsionou a juventude católica com a criação das Jornadas Mundiais da Juventude – JMJ.

Em outras declarações da entrevista, o arcebispo entende como um acerto de João Paulo II a defesa de uma economia de livre mercado, porém “com responsabilidade social”. No entanto, reconhece que o desenvolvimento do capitalismo não seguiu os conselhos do Papa e se tornou selvagem, colocando em perigo a conservação da natureza.

Admirador também de Bento XVI, Schönborn diz que este Pontífice adiantou em suas reflexões as preocupações de Francisco com a causa ambiental.

Sobre o papa Francisco, Schönborn reconheceu que “em muitos aspectos a Igreja de hoje, especialmente através do Papa, é uma voz que se escuta em todo o mundo”. O prelado olha para o planeta em geral, porém não foge de refletir sobre uma Europa envelhecida e fortemente secularizada.

Enquanto em outros pontos do mundo observa-se uma deriva do catolicismo às igrejas evangélicas, Schönborn manifesta que os templos europeus perdem seguidores porque a Igreja no continente arrasta velhos problemas: “Creio que a questão das mulheres em particular é urgente e obrigatória”, disse.

Ainda que não considere oportuno reduzir o debate sobre o acesso aos ministérios às mulheres, o prelado insiste que a Igreja europeia deve se reformar desde suas bases. “Deveria ser mais explícita” a vontade de abertura, expressa.

Por último, o arcebispo de Viena confessa que tem “reservas suficientes de esperança para confiar nas surpresas”, o que o leva a refletir sobre o coronavírus com otimismo: “Nunca houve uma pandemia que realmente tenha o mundo inteiro em suas mãos”, e isso pode propiciar a fraternidade planetária.

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