O recado do Papa

Papa Francisco aparece em vídeo defendendo imparcialidade de magistrados. | Reprodução: Twitter

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09 Julho 2019

"Se justiça é conferir a alguém algo que lhe é devido, então os marginalizados e excluídos da sociedade padecem de injustiça, pois como seres humanos, são portadores de dignidade e assim sendo merecem viver dignamente, incluídos socialmente. O clamor do Papa vai na contramão do que está posto e, por vezes, é tomado como normal, ou seja, a crescente miséria, a violência desmedida, problemas esses dentre muitos que têm fonte na negligência dos governos", escreve Felipe Augusto Ferreira Feijão, bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará. 

Eis o artigo. 

"Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra". Essa frase é parte do pronunciamento do Papa Francisco gravado em vídeo publicado em 4 de julho no canal Vatican News.

O mundo segue marcado fundamentalmente por uma das formas mais graves de injustiça: a desigualdade. Se justiça é conferir a alguém algo que lhe é devido, então os marginalizados e excluídos da sociedade padecem de injustiça, pois como seres humanos, são portadores de dignidade e assim sendo merecem viver dignamente, incluídos socialmente. O clamor do Papa vai na contramão do que está posto e, por vezes, é tomado como normal, ou seja, a crescente miséria, a violência desmedida, problemas esses dentre muitos que têm fonte na negligência dos governos. E é justamente a política que tem a eficácia de transformação da realidade, da vida das pessoas. Em outro discurso, de junho de 2013, o Papa afirma que "devemos nos envolver na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, porque ela procura o bem comum".

A conhecida polarização, que marcou fortemente o último processo eleitoral, permanece viva. Agora, diferentemente de meses atrás, um dos lados tem o poder nas mãos e mesmo assim continua alerta, pois parece haver constante necessidade de uma autodefesa.

Tendo decorrido um semestre de governo, paira na cena nacional uma atmosfera de estagnação. As questões que se colocam são: onde a novidade? Onde a efetivação do discurso de salvamento da pátria? Onde o pregado progresso?

O que a realidade tem manifestado é uma série de flertes com o retrocesso.

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