Governo francês suspenderá aumento dos combustíveis para conter protestos

Manifestação dos "gilets jeunes", os coletes-amarelos, em Belfort, região da Borgonha, no Leste da França. Foto: Thomas Bresson | Flickr

Mais Lidos

  • “A discussão sobre soberania digital e dependência tecnológica não pode ser separada da dimensão socioambiental”, adverte professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

    Expansão de data centers no Brasil: “Quem recebe os benefícios da infraestrutura digital e quem suporta seus custos ambientais e territoriais?” Entrevista especial com Hamilton Gomes de Santana Neto

    LER MAIS
  • Entrevista com a inteligência artificial Claude, a IA atacada por Trump

    LER MAIS
  • O jornalista Gareth Gore detalhou os escândalos do Opus Dei ao Papa: "Deve ser considerada uma seita abusiva"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Dezembro 2018

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, vai anunciar uma moratória do aumento dos impostos sobre os combustíveis, previsto para 1.º de janeiro, para tentar acalmar os protestos dos "coletes amarelos", informaram fontes do governo. A moratória de vários meses será acompanhada por outras medidas de apaziguamento, indicaram as fontes.

A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 04-12-2018.

Édouard Philippe anunciará as medidas decididas na segunda-feira durante uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron e com os deputados do partido A República em Marcha (LREM). Fontes oficiais também confirmaram o cancelamento de uma reunião prevista para esta terça-feira, 4, entre alguns representantes dos "coletes amarelos" e o premiê.

O novo delegado geral do LREM, Stanislas Guerini, havia solicitado publicamente uma moratória do aumento dos impostos sobre os combustíveis para "apaziguar o país". "Acredito que seria saudável, acredito que é necessário apaziguar o país", afirmou Guerini, que admitiu ter mudado de opinião sobre o tema.

Desde o dia 17 de novembro a França é cenário de protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis, organizados pelo movimento dos "coletes amarelos".

As manifestações de sábado terminaram com atos de violência nas ruas de Paris e outras cidades, com carros, lojas, uma praça de pedágio em uma rodovia e a sede de uma prefeitura incendiados.

Na segunda-feira, a mobilização ganhou a adesão de estudantes do ensino médio. Associações de agricultores anunciaram protestos na próxima semana.

Apesar da violência, 72% dos franceses apoiam os "coletes amarelos", que ampliaram as reivindicações e passaram a exigir aumento dos salários e das pensões, além de maior justiça fiscal, segundo uma pesquisa do instituto Harris Interactive.

Quatro pessoas morreram em incidentes relacionados aos protestos. A vítima mais recente foi uma mulher de 80 anos que não resistiu aos ferimentos sofridos após o lançamento de uma bomba de gás lacrimogêneo em Marselha.

Leia mais