A oração do bispo contra a homofobia

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17 Mai 2018

Uma oração para superar a homofobia, assinada por um bispo. Foi escrita pelo D. Corrado Lorefice, no momento em que um relatório da ILGA-Europe evidencia a enorme atraso da Itália (32ª lugar na Europa) em termos de luta contra a homofobia.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por la Repubblica, 16-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Arcebispo Metropolitano de Palermo convida a ler o texto nas paróquias e recitá-lo nesta quinta-feira durante a décima segunda edição da vigília ecumênica "Não à Discriminação."

Enquanto não faltavam, na Itália e além fronteiras, grupos de extrema direita - entre eles inclusive pessoas que se declaram crentes – para organizar procissões de contenção contra a difusão da homossexualidade, o gesto do bispo, indicado para Palermo por Francisco, afirma-se como um sinal de coragem em uma Igreja caracterizada por certa timidez a esse respeito.

Baseado nos textos do cardeal Lercaro e Dossetti, colaborador do padre Pino Puglisi, Lorefice compartilha a crença de que para a Igreja a predileção pelos pobres e pelos descartados deva ser teológica antes mesmo de ser social e cultural.

Escreve Lorefice: "Enquanto deploramos firmemente que as pessoas homossexuais tenham sido e ainda hoje sejam objeto de expressões malévolas e de ações violentas, rezemos para que os cristãos, alcançados pela graça do evangelho, testemunhem e proclamem, com coragem profética, o respeito incondicionado devido a cada pessoa e denunciem toda forma de discriminação e marginalização".

A posição de Lorefice recebe de muitos dos seus coirmãos respeito e apoio. "Precisamos parar de pré-eleger as pessoas com que queremos nos encontrar", disse ontem em Roma D. Domenico Battaglia, bispo de Cerreto Sannita, Telese, Sant'Agata de Goti, durante um encontro dedicado à fragilidade e organizado com a presença de dom Luigi Ciotti pela Associação Cavaleiros de San Martino del Monte delle Beatitudini. E ainda: "Não devemos escolher quem será o nosso próximo, temos a obrigação de nos tornarmos o próximo de toda e qualquer pessoa".

Também em Reggio Emilia a vigília será presidida pelo bispo Dom Massimo Camisasca, um sinal importante. Iniciadas em uma paróquia em Bolonha, as vigílias passarão por várias dioceses, incluindo os locais da Cáritas de Lucca e se concluirão em Cremona. "É importante - escreveu Dom Gianluca Carrega, que atende a pastoral das pessoas homossexuais da diocese de Turim - que essas jornadas de vigília não se restrinjam apenas a denúncias, mas também sejam uma oportunidade para nos voltarmos para nós mesmos e sermos iluminados pela verdade do Evangelho”.

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