Cardeal belga propõe uma 'ação de graças' para 'abençoar' uniões homossexuais

Foto: Pixabay

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08 Mai 2018

Arcebispo de Bruxelas, diz que está aberto para refletir sobre uma "cerimônia de oração" para selar tais relações.

A reportagem é de Claire Lesegretain, publicada por La Croix International, 07-05-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O cardeal Josef de Kesel, de Malinas se reuniu na semana passada com uma pequena delegação de um grupo gay local que tinha solicitado audiência.

Na sequência da reunião, o cardeal de Kesel "manifestou a sua preocupação com bem-estar do grupo e transmitiu a eles o seu respeito", disse Geert de Kerpel, o porta-voz da arquidiocese de Bruxelas, no dia 05 de maio.

Em seu esforço para responder às perguntas do grupo, "o cardeal também falou de seus relacionamentos como casais, os distinguindo do casamento cristão entre um homem e uma mulher", disse de Kerpel.

O cardeal de Kesel expressou seu desejo de responder aos pedidos de casais gays crentes que estão envolvidos em uma relação estável e duradoura e que desejam se beneficiar de um reconhecimento simbólico pela Igreja.

No entanto, isso não poderia ser um "casamento religioso", nem mesmo uma "bênção eclesiástica que se assemelha muito a bênção de um casamento", disse de Kerpel.

"Se as pessoas gays ainda desejam um símbolo cristão de sua proximidade, o cardeal está pensando mais em uma celebração de ação de Graças ou de oração.

"Contudo, isso certamente não envolveria uma troca de consentimento selado por uma troca de anéis", disse de Kerpel.

"Se a Igreja tem mantido uma certa reserva sobre o assunto, é para preservar o grande valor do casamento e da família, na maior medida possível", disse ele.

No dia 05 de maio a mídia belga transmitiu amplamente a declaração, enfatizando que o cardeal de Kesel estava adotando uma "posição revolucionária".

Mas, na realidade, ele simplesmente confirmou a posição que a Igreja belga já havia tomado sobre a questão.

Cardeal de Kesel, 71, é arcebispo de Bruxelas, desde 2015 e é bem conhecido pela sua abertura sobre várias questões.

Em sua primeira homilia como arcebispo, ele anunciou que iria trabalhar para uma Igreja "mais aberta e mais atenta aos pobres, aos mais vulneráveis."

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