Uniões civis: ''Primeiro é preciso que a Igreja nos considere como casais''

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05 Fevereiro 2018

Tudo começou em 2006, quando foi realizada em Turim a Parada Gay nacional, e os organizadores pediram e obtiveram o “sim” para serem recebidos pelo então arcebispo, o cardeal Severino Poletto.

A reportagem é de Fabrizio Assandri, publicada por La Stampa, 03-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Alessandro Battaglia, coordenador do comitê Torino Pride, por que aquele encontro?

Aquele suposto diálogo foi desejado por muitos que se interrogavam sobre a dicotomia entre ser gay e ser religioso. Nós também escrevemos para as outras confissões. A Igreja Valdense, dois imãs, a comunidade judaica e a diocese nos responderam.

Mas por que você fala de “suposto” diálogo?

Foi uma tentativa, mas não teve nenhum sucesso. Diante de declarações feitas até mesmo pela própria diocese contra os casais gays – às vezes éramos chamados de doentes ou, em todo o caso, de “equivocados” –, aquela interlocução se esgotou.

Mas houve resultados?

Claro. Há padres esclarecidos, que ajudaram os gays, mas, de verdade, a encontrar alívio na vida de fé e na própria vida afetiva sem renunciar a uma das duas.

E o retiro sobre fidelidade vai nesse sentido?

A Igreja é uma realidade complexa, e o convite à fidelidade não se concilia com quem não nos considera como casal. Discutamos, sim, sobre fidelidade, mas, primeiro, reconheçamos as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Caso contrário, ocupamo-nos de uma parte, a fidelidade, sem nos ocuparmos do todo.

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