Chile: Papa encontrou-se com vítimas de abusos sexuais por membros do clero

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17 Janeiro 2018

O Papa Francisco encontrou-se esta terça-feira com vítimas de abusos sexuais por membros do clero na Nunciatura Apostólica em Santiago do Chile, “escutou-os, rezou e chorou com eles”, disse o porta-voz do Vaticano aos jornalistas.

A informação é publicada por Ecclesia, 16-01-2018.

“O Santo Padre reuniu-se na Nunciatura Apostólica de Santiago do Chile, após o almoço, com um pequeno grupo de vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes. O encontro decorreu de forma estritamente privada e não havia mais ninguém presente: apenas o Papa e as vítimas. Deste modo, puderam contar os seus sofrimentos ao Papa Francisco, que os escutou, rezou e chorou com eles”, disse Greg Burke, citado pela Rádio Renascença.

No primeiro dia de encontros e discursos do Papa no Chile, Francisco referiu-se duas vezes aos casos de abusos por parte de membro do clero, expressando a sua “vergonha” e sugerindo a “valentia de pedir perdão” pelo mal e sofrimento causado sobre as vitimas e suas famílias.

“Não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto pelo dano irreparável causado às crianças por ministros da Igreja. Quero unir-me aos meus irmãos no episcopado, porque é justo pedir perdão e apoiar com todas as forças as vítimas, ao mesmo tempo que nos empenhamos para que não se torne a repetir”, afirmou no primeiro discurso em solo chileno, no Palácio da Moneda, diante das autoridades, sociedade civil e corpo diplomático.

Depois, no encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas, na Catedral de Santiago, o Papa disse conhecer a “dor que que provocaram os casos de abusos sobre menores de idade” e a “dor pelo dano e sofrimento das vítimas e suas famílias, que viram traída a confiança que tinham colocado nos ministros da Igreja”.

“Convido-vos a que peçamos a Deus que nos dê a lucidez de chamar a realidade pelo seu nome, a valentia de pedir perdão e a capacidade de aprender a escutar o que Ele nos está a dizer e a não permanecer na desolação”, acrescentou o Papa.