Aumento de desmatamento na Amazônia é sinal amarelo para o Brasil

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06 Outubro 2016

O aumento do desmatamento na Amazônia, divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), acende um sinal amarelo na sociedade: a meta climática assumida pelo país, para cortar emissões de gases estufa, está em risco.

A informação foi publicada por IPAM, 05-10-2016.

“O Brasil assumiu um compromisso internacional na Conferência do Clima, no ano passado, mas os números atuais indicam que estamos indo na direção contrária do que é necessário para cumprir o acordo”, afirma o diretor-executivo do IPAM, André Guimarães. Os dados estão em discussão hoje, em Brasília, em um evento promovido pelo Ministério de Meio Ambiente.

O desmatamento na Amazônia é o maior dos últimos quatro anos. De agosto de 2014 a julho de 2015, a taxa de corte raso foi de 6.207 quilômetros quadrados, o que representa um aumento de 24% em relação ao período anterior.

A mudança no uso da terra ainda é a principal causa da emissão dos gases estufa no Brasil. Com o desmatamento da floresta amazônica, o país coloca em xeque a ratificação do Acordo de Paris, que deve entrar em vigor em 30 dias.

Para mudar esse cenário, uma série de medidas é necessária. É preciso investir em fiscalização, principalmente das áreas não designadas, e monitoramento da aplicação de políticas públicas que incentivem a conservação.

Além disso, é preciso abraçar a discussão sobre o fim do desmatamento, tanto o legal quanto o ilegal. Um artigo científico recém-publicado por pesquisadores do IPAM e da Universidade Federal do Pará indica que há seis grandes obstáculos para que o desmatamento zero seja alcançado, e para cada um deles uma estratégia diferente precisa ser colocada em prática.

"O fim do desmatamento na Amazônia é urgente se quisermos ter um clima mais equilibrado e benéfico para a região, para a agricultura e para o país. Para chegar lá, será preciso ir além do comando e controle”, explica o pesquisador sênior do IPAM, Paulo Moutinho. “A conservação da floresta amazônica terá de ser compensada financeiramente. E o caminho mais promissor é o mecanismo de REDD+, atualmente em discussão no âmbito da Convenção de Mudança Climática da ONU."

O IPAM propõe um sistema simples de distribuição de benefícios de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), chamado de “estoque-fluxo". Por este sistema, os Estados que reduzirem as emissões por desmatamento e mantiverem as florestas conservadas seriam beneficiados.

“Nós temos competência, capacidade e determinação para que o desmatamento da Amazônia seja controlado e o Brasil seja um manancial de boas práticas na gestão de florestas”, diz Guimarães. “Ao unirmos todas essas características, o país pode ajudar o mundo no controle das mudanças climáticas.”

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