Bento XVI contesta cardeal Marx e nega que seu pontificado tenha sido excessivo

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Reformas essenciais necessárias em nossa Igreja hoje. Documento da Catholic Church Reform International

    LER MAIS
  • Os dois santos que me salvaram da escrupulosidade

    LER MAIS
  • A grande guerra contemporânea e a diplomacia vaticana. Entrevista com Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


14 Setembro 2016

O papa emérito alemão Bento XVI rechaça as críticas que o acusam de ter dirigido um pontificado ostentoso e caracterizado por excessos, como registra um livro de entrevistas sobre o seu papado, que foi apresentado pelo seu secretário, Georg Gänswein, e seu biógrafo, Peter Seewald, em Munique.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 13-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pouco antes da renúncia, em 2013, o cardeal Reinhard Marx criticou a "conduta de corte" da Cúria Romana. Agora, Bento XVI enfrenta as acusações e diz que não sabe o que o religioso queria dizer com o seu comentário.

"Sempre vivemos de maneira simples, desde sempre, desde a minha infância", ressaltou Joseph Ratzinger na publicação.

O secretário pessoal do pontífice alemão, Georg Gänswein, jogou mais lenha na fogueira. Durante a apresentação do livro, ele acusou o cardeal Marx indiretamente de desconhecimento e recomendou-lhe ser cauteloso.

"É preciso ser cauteloso com as próprias declarações ou com as avaliações que são feitas de que uma situação que não se conhece bem, ou quando abrimos a porta da própria casa", reiterou.

Nesse sentido, o ex-secretário do pontífice alemão assinalou que as apreciações de Marx foram "no mínimo assombrosas".

Além disso, Gänswein apontou que Bento XVI é incrivelmente crítico de si mesmo. "Ele se desmistifica continuamente", afirmou, durante a apresentação da obra.

Ele também enfatizou que, talvez, o papa emérito nunca se mostrou tão humano quanto nessa obra que agora acaba de ser publicada, "com suas grandes fortalezas e suas pequenas debilidades e enfermidades".

A esse respeito, ele rejeitou a imagem de "Grande Inquisidor" que foi traçada de Bento XVI nos últimos anos.

Na opinião de Gänswein, a renúncia como papa teve seu equivalente na vida de Joseph Ratzinger cerca de 70 anos atrás, quando, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o papa decidiu jogar a toalha como soldado e voltar para casa, embora sua deserção implicasse a pena de morte.

"Essa experiência da juventude foi provavelmente uma chave velada para entender a sua renúncia em 2013, quando ele decidiu, pela segunda vez, tranquilamente, voltar para casa", disse.

Leia mais:

Bento XVI revela insatisfação com “Humanae Vitae” de Paulo VI

Bento XVI: "Éramos progressistas. Queríamos renovar a teologia e, com ela, a Igreja"

A extraordinária liberdade com que Bento XVI fala de si mesmo e de Bergoglio

Bento XVI segundo ele mesmo: "Ninguém me chantageou"

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bento XVI contesta cardeal Marx e nega que seu pontificado tenha sido excessivo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV