O Brasil explodiu na criatividade, no empenho e na esperança.

Foto: Suzana Guerra Albornoz

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • ‘Grande Sertão: Veredas’ e suas questões. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Agosto 2016

"O tempo olímpico mostrou o povo como protagonista, competindo e festejando". 

O comentário é de Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo. 

Eis o comentário.

As Olimpíadas foram um espelho do que é um Brasil
que muita gente não consegue ver, capaz de confiar
nele mesmo, como se descobre no olhar firme da Rafaela
ou no sorriso aberto de Isaquías, vindos de uma favela
ou de uma cidadezinha do interior, treinados em projetos
populares. Aliás, na cerimônia final, os homenageados,
significativamente, foram sete membros de alguns desses
projetos, o número enorme de voluntários e a delegação
comovente dos refugiados.

O tempo olímpico mostrou o povo como protagonista,
competindo e festejando. E a significativa ausência
de poderes sem legitimidade - com exceção de uma
rápida presença do prefeito do Rio. Isso ficou evidente
na passagem constrangedora de um personagem menor
sob vaias, que se recolheu à sua própria insignificância.

Retrato de um Brasil num inquietante hiato de poder,
mas que pode reafirmar e fortalecer sua identidade e
sua participação democrática a partir de suas bases
sociais plurais e criativas.

Assim mostraram momentos da abertura, a atuação
valente de tantos competidores com ou sem medalhas
e, especialmente, esse belo fecho de irresistível alegria,
que terminou num congraçamento contagiante com
atletas do mundo inteiro.