Relatório aponta menos chances de libertação de presos negros

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 27 Julho 2016

O 3º Relatório sobre o Perfil dos Réus Atendidos nas Audiências de Custódia, divulgado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, aponta que um branco preso em flagrante tem cerca de 30% de chance a mais de ser libertado em audiência de custódia do que um negro.

A reportagem é de Karol Assunção, publicada por EBC, 25-07-2016.

Além de terem mais dificuldade de conseguir liberdade, os negros também são maioria entre os presos em flagrante. O relatório evidencia a manutenção de um perfil entre os réus: a maior parte dos presos é formada por jovens negros, com baixa escolaridade, trabalham em atividades informais e cometem crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos.

Para o coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Emanoel Queiroz, a prisão é reflexo dos problemas históricos e sociais enfrentados pela sociedade, principalmente por negros e pobres.

O estudo, realizado entre os dias 18 de janeiro e 15 de abril, analisou 1.464 casos de presos em flagrante que tiveram acesso à Justiça em um prazo de 24 horas. De acordo com o relatório, desse total, apenas 29% dos presos conseguiram liberdade.

O relatório está disponível no site: defensoria.rj.def.br