Pastor valdense expressa satisfação com a nova lei sobre as uniões civis na Itália

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16 Mai 2016

Os representantes das Igrejas valdenses, metodistas, batistas e luteranas italianas comentam positivamente a aprovação definitiva no Parlamento italiano da lei sobre as uniões civis. "A nova lei sobre as uniões civis não é uma ameaça para a família, mas, ao contrário, reconhece e protege as famílias diferentes, às quais devem ser reconhecidos direitos iguais", afirmou o moderador da Mesa Valdense, pastor Eugenio Bernardini.

A reportagem é do sítio da revista Riforma, 13-05-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Valdenses e metodistas desejavam há muito tempo esse procedimento, que, reconhecendo a variedade dos laços afetivos estáveis e duradouros, cura uma discriminação e alinha a Itália com países com uma sólida tradição em matéria de direitos civis."

"A nossa Igreja – acrescentou Bernardini – está contente por ter contribuído para manter alta a atenção sobre esse tema, aprovando, ainda em 2010, a possibilidade de abençoar casais do mesmo sexo pertencentes às nossas Igrejas e dispostos a realizar um amor profundo e responsável. O nosso compromisso pastoral continua hoje em um novo contexto jurídico para apoiar todas as relações familiares e combater toda forma de homofobia."

Uma lei que amplia as fronteiras dos direitos: esse é o comentário positivo feito pelo pastor Raffaele Volpe, presidente da União Cristã Evangélica Batista da Itália (UCEBI), referindo-se à lei sobre as uniões civis.

"No próximo dia 17 de maio – comentou Volpe –, as Igrejas batistas, junto com outras Igrejas cristãs, irão se reunir para celebrar a vigília de oração contra a homofobia. O ódio precisa ser combatido com a oração, mas também através das leis que saibam ampliar as fronteiras dos direitos. E, portanto, só podemos dar as boas vindas à lei sobre as uniões civis que acaba de ser aprovada pela Câmara. A justiça é construída através de políticas de redistribuição para os sujeitos economicamente mais desfavorecidos, através de uma maior participação na vida social, mas também através do recíproco reconhecimento e igualdade de status. Seja bem-vinda, portanto, essa lei! Mais reconhecimento significa mais inclusão e, portanto, mais justiça."

O pastor Heiner Bludau, decano da Igreja Evangélica Luterana na Itália (Celi), também expressa satisfação com uma lei que "assegura a todos os casais que vivam uma união em dignidade e certeza de direitos".

"Expresso satisfação pela aprovação da lei que, finalmente, reconhece e regulamenta as uniões civis, porque, como luterano, considero-a como uma contribuição fundamental para a construção de uma sociedade que permita que todos vivam com plenitude os valores cristãos de confiança, fidelidade e responsabilidade", disse o decano Bludau à agência BMP.

"Como já afirmei no passado, de fato, eu acredito que o reconhecimento oficial das comunhões de vida diferentes do matrimônio assegura a todos os casais a possibilidade de viver uma união em dignidade e certeza de direitos. E isso não significa desvalorizar o conceito de família, mesmo quando a união é celebrada por casais do mesmo sexo. Durante muitos séculos, as Igrejas discriminaram as pessoas homossexuais: como Celi, reconhecemos há muito tempo essa culpa e acompanhamos todos no próprio caminho de fé e de vida."

Embora reiterando a sua contrariedade a práticas de maternidade por substituição, o pastor Bludau também expressa o desejo de que essa lei seja seguida por "procedimentos análogos de salvaguarda dos direitos das crianças que crescem dentro dessas famílias, a partir do reconhecimento da chamada stepchild adoption".