Randolfe Rodrigues denuncia que construção de hidrelétricas provoca desastre ambiental no Amapá

Mais Lidos

  • A catolização de Jesus de Nazaré: uma febre que mata. Artigo de Daniel Luiz Medeiros

    LER MAIS
  • O Brasil que a República não quis construir. Entrevista com Ivanir dos Santos

    LER MAIS
  • A pesquisadora explora imagens artísticas sobre o colapso planetário que vivenciamos e oferece um panorama das questões associadas ao fenômeno do colapso ambiental global no qual estamos inseridos

    Imagens e imaginários do Antropoceno. Entrevista especial com Carolina Cunha

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Novembro 2015

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) denunciou o que avalia ser o maior desastre ambiental do Amapá, provocado pela instalação de 3 hidrelétricas no curso do rio Araguari.

A reportagem foi publicada por Agência Senado, 17-11-2015.

O senador explicou que as hidrelétricas foram construídas sob o argumento de que gerariam desenvolvimento no estado. Mas o que aconteceu, segundo ele, foi, além da morte de peixes, o aumento da tarifa de energia elétrica, o deslocamento do fenômeno da pororoca, e o alagamento parcial de uma parte dos municípios de Porto Grande e Ferreira Gomes.

– Além do desastre ambiental, o mau cheiro dos peixes mortos ocasiona a presença de urubus, que são constantes na orla de Ferreira Gomes. Isto afasta o turismo que era uma das atividades principais daquele município. Os pescadores são os mais atingidos diretamente e os efeitos secundários repercutem em toda a economia local das comunidades de Ferreira Gomes, Porto Grande, e de todos os municípios à margem do rio.

O senador Randolfe Rodrigues pediu que as comissões de desenvolvimento regional e de meio ambiente realizem audiência pública com as comunidades envolvidas na questão e cobrou rigor do ministério público com as empresas responsáveis pela construção das usinas hidrelétricas.

Ele questionou, ainda, projeto que tramita no senado que estabelece rito sumário de licenciamento ambiental em obras estratégicas, como rodovia, ferrovia, portos, aeroportos e empreendimentos de energia.

Se houver simplificação do processo de licenciamento ambiental, advertiu o senador, a situação pode piorar ainda mais.