Diego Fares, jesuíta argentino, novo escritor na 'Civiltà Cattolica

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18 Fevereiro 2015

A partir de hoje, o padre Diego Fares, de 59 anos de idade e pertencente à província argentino-uruguaia dos jesuítas, começa a formar parte do Colégio dos escritores de  “La Civiltà Cattolica”. Durante o voo de Roma ao Rio de Janeiro, aonde foi participar da Jornada Mundial da Juventude, o jornalista espanhol Dario Menor Torres pediu ao Papa que aconselhasse algumas leituras para os jovens de sua geração, afetada pelo desemprego e pela falta de oportunidades: Bergoglio aconselhou “os livros do padre Fares”.

A informação é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 16-02-2015.

O novo escritor, que acaba de chegar a Roma, obteve o doutorado em Filosofia, foi professor de Metafísica na Universidade de El Salvador (USAL) dos jesuítas e na Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA).

Durante uns vinte anos ele trabalhou com uma equipe de mais de uma centena de pessoas leigas  no Hogar de San José, centro de acolhida de pessoas que vivem na rua ou em condições de extrema pobreza.

Na companhia do jesuíta Angel Rossi coordenou a Casa de la Bondad, um hospital para doentes terminais.

“Ele tem um perfil – explicou o diretor de “La Civiltà Cattolica”, Antonio Spadaro, que corresponde ao intelectual que não vive num laboratório, mas que elabora o seu pensamento em contato direto com a realidade das periferias”.

Quem o recebeu na Companhia de Jesus foi justamente o então Provincial dos jesuítas na Argentina, Jorge Mario Bergoglio: este o recebeu como pré-noviço, em setembro de 1975, e em seguida como noviço, aos 21 de fevereiro de 1976. O Papa Francisco também foi seu padrinho de ordenação sacerdotal. E ele o dirigiu para o estudo de Romano Guardini e de Hans Urs von Balthasar. Sua tese doutoral versou sobre a sobre a fenomenologia da verdade em Hans Urs von Balthasar.

Do jesuita argentino foi publicado, recentemente, na Itália, o livro "Papa Francesco è come un bambù. Alle radici della cultura dell’incontro» (Papa Francisco é como um bambu. Em busca das raízes da cultura do encontro, em tradução livre) (edizioni Ancora).