"O verdadeiro ‘aggiornamento’ é obra da sabedoria"

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05 Fevereiro 2015

“Adequar as regras aos tempos é obra de sabedoria“. A regra insubstituível é “sempre o Evangelho” e o bom religioso é aquele que se aniquila na vontade de Deus. “Jesus não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai. Assim, quem segue Jesus se põe na via da obediência, rebaixando-se e tornando própria a vontade de Deus, também até o aniquilamento e à humilhação de si mesmo”. O Papa Francisco o recorda aos sacerdotes, durante a homilia na missa celebrada na basílica de São Pedro no Vaticano, por ocasião da “Jornada da vida consagrada”, que o calendário litúrgico da Igreja faz coincidir com a festa da apresentação de Jesus no Templo.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada pelo Vatican Insider, 02-02-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

É sábio, também para a Igreja, adaptar-se aos tempos. “Através do caminho perseverante na obediência – observa o Pontífice – amadurece a sabedoria pessoal e comunitária e assim também se torna possível adaptar as regras aos tempos: a verdadeira atualização [aggiornamento] de fato é obra da sabedoria, forjada na docilidade e na obediência”. Uma obediência que, sublinha Francisco, “não é um fato teórico”, mas é “docilidade e obediência a um fundador, docilidade e obediência a uma regra concreta, docilidade e obediência a um superior, docilidade e obediência à Igreja. Trata-se de docilidade e obediência concreta”. “O depósito, o carisma de cada família religiosa, é guardado pela obediência e pela sabedoria, conjuntamente. E através deste caminho somos preservados de viver a nossa consagração de maneira “light” e desencarnada”, adverte Francisco.

Se o sacerdócio se vivesse de maneira “light”, adverte o Papa, “ele se reduziria a uma caricatura da vida religiosa, na qual se atua uma seqüela sem renúncia, uma prece sem encontro, uma vida fraterna sem comunhão, uma obediência sem confiança, uma caridade sem transcendência”. O papel dos sacerdotes, conclui Francisco, é de “guiar a Jesus, mas deixando-se guiar por Ele: ser guias guiados”. “Para um religioso – admoesta o Papa – progredir é rebaixar-se no serviço: um caminho como aquele de Jesus, que – recorda – não considera um privilégio ser como Deus. Rebaixar-se, fazendo-se servo para servir. E esta via toma a forma da regra, cunhada no carisma do fundador”.

“Às vezes Deus – prossegue Bergoglio – pode dar o dom da sabedoria a um jovem inexperiente, basta que esteja disponível a percorrer a via da obediência e da docilidade ao Espírito”.

Comentando a narrativa evangélica da apresentação de Jesus no templo, o Pontífice recordou que “a sabedoria é representada pelos dois anciãos, Simão e Ana”, mas, “tanto Maria, jovem mãe, quanto Simeão, ancião ‘vovô’, carregou a criança nos braços, mas é a própria criança que os conduz a ambos”.

“A regra, insubstituível para todos – sublinha depois Francisco – é sempre o Evangelho, este abaixamento de Cristo; mas, o Espírito Santo, em sua criatividade infinita, o traduz também em diversas regras de vida consagrada. Mas todas nascem deste caminho de rebaixar-se servindo”. É precisamente através desta “lei” que os consagrados podem atingir a sabedoria, que não é uma atitude abstrata, mas obra e dom do Espírito Santo. E o seu sinal evidente é a alegria. “A alegria do religioso é consequência deste caminho de abaixamento com Jesus: quando estamos tristes, far-nos-á bem perguntar-nos como estamos vivendo esta dimensão”.

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