O mal pode ser extremo, não radical. Carta de Hannah Arendt

Mais Lidos

  • Quando a cristandade se torna irrelevante, o cristão volta a ser sal. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS
  • Guerra, mineração e algoritmos: as engrenagens da desigualdade. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Fevereiro 2015

O mal é banal: só o Bem tem profundidade e pode ser radical.

Publicamos aqui uma pequena carta de Hannah Arendt enviada a Gershom Scholem, publicada no blog Sperare per Tutti, 20-01-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

É minha opinião que o mal nunca pode ser radical, mas somente extremo; e que não possui nem uma profundidade, nem uma dimensão demoníaca.

Ele pode abranger o mundo inteiro e devastá-lo, precisamente porque se difunde como um fungo sobre a sua superfície.

É um desafio ao pensamento, como eu escrevi, porque o pensamento quer ir até o fundo, tenta ir às raízes das coisas e, no momento em que se interessa pelo mal, se frustra, porque não há nada.

Essa é a banalidade.

Só o Bem tem profundidade e pode ser radical.