A paróquia, segundo o Papa Francisco

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18 Fevereiro 2014

“Juntamente com um anúncio incansável dos valores evangélicos, é necessário um diálogo construtivo com todos, mesmo com aqueles que estão distantes de todo sentimento religioso.”

Publicamos aqui um trecho do discurso do Papa Francisco aos bispos da República Tcheca, em sua visita Ad limina, no dia 14 de fevereiro passado, festa dos Santos Cirilo e Metódio.

O texto foi publicado no blog Sperare per Tutti, 15-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Para favorecer nos fiéis o adequado conhecimento de Jesus Cristo e o encontro pessoal com Ele, vocês são chamados, acima de tudo, a incrementar as oportunas iniciativas pastorais voltadas a uma sólida preparação aos Sacramentos e a uma participação ativa na liturgia. Também é necessário o compromisso com a educação religiosa e com uma presença qualificada no mundo da escola e da cultura.

Não pode faltar, por parte de vocês, uma abertura vigilante e corajosa aos impulsos novos do Espírito Santo, que distribui os seus carismas e torna os fiéis disponíveis a assumir responsabilidades e ministérios, úteis para a renovação e para o crescimento da Igreja. Para enfrentar os desafios contemporâneos e as novas urgências pastorais, é necessária uma sinergia entre o clero, os religiosos e os fiéis leigos.

Cada um no seu próprio papel é chamado a dar uma generosa contribuição para que a Boa Nova seja anunciada em todos os ambientes, mesmo nos mais hostis ou distantes da Igreja; para que o anúncio possa alcançar as periferias, as diversas categorias de pessoas, especialmente os mais fracos e os mais pobre de esperança.

De coração, desejo que, confiantes nas palavras do Senhor, que prometeu permanecer sempre presente entre nós (cf. Mt 28, 20), continuem a caminhar com o seu povo no caminho de uma alegre adesão ao Evangelho.

Se, durante um longo período, a Igreja no seu país foi oprimida por regimes fundamentados em ideologias contrárias à dignidade e à liberdade humana, hoje vocês devem se confrontar com outras insídias, por exemplo o secularismo e o relativismo. Portanto, é necessário, juntamente com um anúncio incansável dos valores evangélicos, um diálogo construtivo com todos, mesmo com aqueles que estão distantes de todo sentimento religioso.

Que as comunidades cristãs sejam sempre lugares de acolhida, de debate aberto e pacato; são operadoras de reconciliação e de paz, estímulo para a sociedade inteira na busca do bem comum e na atenção aos mais necessitados; sejam operadoras da cultura do encontro.

Diante das condições de precariedade em que vivem vários segmentos da sociedade, especialmente famílias, idosos e doentes, assim como diante das fragilidades espirituais e morais de tantas pessoas, particularmente os jovens, toda a comunidade cristã se sente interpelada, começando pelos seus pastores, e marcadamente pelo Bispo. Ele é chamado a oferecer, em toda parte, a resposta de Cristo, dedicando-se sem reservas ao serviço do Evangelho, santificando, instruindo e guiando o Povo de Deus.

Exorto-os, portanto, a serem perseverantes na oração, generosos em servir o seu povo, plenos de zelo no anúncio da Palavra. Será tarefa de vocês seguir com afeto paterno os sacerdotes: eles são os seus principais colaboradores, e o seu ministério paroquial requer uma oportuna estabilidade, seja para realizar um profícuo programa pastoral, seja para favorecer um clima de confiança e de serenidade nas pessoas.

Encorajo-os a promover de modo cada vez mais orgânico e capilar a pastoral vocacional, para favorecer especialmente nos jovens a busca de significado e de doação a Deus e aos irmãos.

A atenção de vocês também se volte à pastoral familiar: a família é o elemento portante da vida social, e só trabalhando em favor das famílias é que se pode renovar o tecido da comunidade eclesial e da própria sociedade civil.

Como não ver, além disso, a importância da presença dos católicos na vida pública, assim como nos meios de comunicação? Depende deles também o fato de que se possam sempre ouvir uma voz de verdade sobre os problemas do momento e se possa perceber a Igreja como aliada do homem, a serviço da sua dignidade.

 

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