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24 Mai 2019

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,23-29 que corresponde ao Sexto Domingo de Páscoa ciclo C, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Ouça a Leitura do Evangelho.

 

Eis o texto

Jesus se despede dos Seus últimos discípulos. Ele os vê tristes e acovardados. Todos sabem que vão viver as últimas horas com o seu Mestre. O que vai
acontecer quando lhes falte? A quem acudirão? Quem os defenderá? Jesus quer infundir-lhes ânimo, mostrando-lhes seus últimos desejos.

Que não se perca a minha mensagem. É o primeiro desejo de Jesus. Que não se esqueça sua Boa Nova de Deus. Que seus seguidores mantenham
sempre viva a memória do projeto humanizador do Pai: esse «reino de Deus» de que lhes falou tanto. Se o amam, isto é o primeiro que deverão cuidar.
«Quem me ama permanecerá fiel às minhas palavras... quem não me ama não guarda minhas palavras». (14, 23-24)

Depois de vinte séculos, o que fizemos do Evangelho de Jesus? Guardamos fielmente ou estamos manipulando-o a partir dos nossos próprios interesses? Acolhemos no nosso coração ou vamos esquecendo-o? Apresentamo-lo com autenticidade ou o escondemos com nossas doutrinas?

O Pai os enviará, em Meu nome, um Defensor. É o segundo desejo de Jesus. Não quer que fiquem órfãos. Não sentirão sua ausência. O Pai lhes enviará o Espírito Santo que os defenderá do risco de se desviarem dele. Este Espírito que sentiram nele, enviando-o aos pobres, também os
impulsionará na mesma direção.

O Espírito os “ensinará” a compreender melhor tudo o que os ensinou. Os ajudará a aprofundar cada vez mais sua Boa Nova. “Lembrem tudo o que eu lhes disse”. Os educará no seu estilo de vida.

Depois de vinte séculos, que espírito reina entre os cristãos? Nos deixamos guiar pelo Espírito de Jesus? Sabemos atualizar sua Boa Nova? Vivemos atentos aos que sofrem? Para onde nos impulsiona hoje seu alento renovador?

Eu vos dou a minha paz. É o terceiro desejo de Jesus. Quer que eles vivam com a mesma paz que viram nele, fruto da sua íntima união com o Pai. Ele lhes dá sua paz. Não é como a que o mundo lhes pode oferecer. É diferente. Nascerá no seu coração se acolhem o Espírito de Jesus.

Essa é a paz que deve contagiar sempre que cheguem a um lugar. O primeiro que difundirão ao anunciar o reino de Deus para abrir caminhos para um mundo mais são e mais justo. Nunca devem perder essa paz. Jesus insiste: “Não vos inquieteis nem tenhais medo”. (14,28)

Depois de vinte séculos, por que nos paralisa o medo do futuro? Por que tanto receio ante a sociedade moderna? Há muitas pessoas que têm fome de Jesus. O papa Francisco é um presente de Deus. Tudo nos convida a caminhar para uma Igreja mais fiel a Jesus e ao seu Evangelho. Não podemos ficar passivos.

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